O contexto por trás da Transformação Digital e da 4ª Revolução Industrial, por que isso importa?

Transformação digital: você certamente já escutou ou leu algo a respeito desse termo.

Afinal, com a tecnologia, mudanças irreversíveis aconteceram no contexto em que vivemos. Ou será que você consegue se imaginar sem um smartphone, por exemplo?

Pois é, a tecnologia molda nosso comportamento no longo prazo. Uma espécie de extensão do nosso ser. É fator determinante para que mudanças significativas ocorram em diversos setores da sociedade, como questões econômicas e sociais, por exemplo.

Por isso a atenção especial em cima do conceito de transformação digital: um processo que, pelo uso da tecnologia, consegue fazer com que organizações desempenhem melhor, produzindo mais e usando menos recursos. Uma mudança estrutural na forma de se fazer negócio.

Ao longo da história, vivenciamos algumas revoluções tecnológicas que impactaram diretamente na maneira como o mundo funciona.

Tanto que se isolarmos algum segmento, como o setor industrial, por exemplo; perceberemos que os impactos nesse mercado são reais e gritantes!

Sendo assim, ao analisarmos alguns aspectos históricos, conseguimos entender melhor como algumas mudanças foram modificando o mundo. Por isso, vamos dar alguns passos atrás para provar nosso ponto.

Lembrando daquela aula de história

Cada uma das revoluções industriais teve impactos diretos na maneira como vivemos, melhorando a comunicação entre as pessoas, facilitando o acesso à informação, garantindo maior segurança e conferindo melhorias na qualidade de vida.

Mas é importante ressaltar que estes movimentos também revolucionaram as empresas e seus mercados. Modelos de negócios precisaram se adaptar, foram orientados a buscarem o ponto ótimo, a eficiência em seus rendimentos, porque precisavam ser extremamente competitivos.

E essa postura agressiva dos mercados de hoje são fruto de uma longa trajetória. Com seu contexto por trás, os acontecimentos passados nos dão muitas respostas a respeito do futuro.

Bora viajar? O World Economic Forum vai ser nosso guia.

 

1ª Revolução Industrial: final do século XVIII

O final do século XVIII, ficou marcado como um episódio importante na história, devido à substituição de pessoas e animais pela força mecânica, por conta da introdução de energia a vapor na dinâmica de trabalho.

Neste momento, o mercado têxtil era o mais representativo e os métodos de fabricação de mercadorias manufaturadas por máquinas sucederam a produção artesanal, agilizando os processos.

E foi por causa da principal fonte de energia desse período, o carvão, que foi possível o funcionamento do sistema de transporte composto por ferrovias e navegação marítima, uma legítima revolução.

Essas mudanças contribuíram para o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a produção de bens de consumo, impulsionando a produtividade e reduzindo tempo e custos desse processo.

2ª Revolução Industrial: início do século XX

Já nesse período, o marcante foi o aperfeiçoamento de certas tecnologias da primeira revolução, mas empregadas com uso da energia elétrica e petrolífera. Assim, foi possível a exploração de novos mercados, acelerando o ritmo industrial ao adotar um modelo de linha de montagem.

Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente à medida que novas tecnologias foram sendo aplicadas aos processos de produção. O que contribuiu para o barateamento do produto final e consequentemente, estimulou o consumo.

Além disso, a invenção do telégrafo e do telefone foram contribuições importantes. Viabilizaram o desenvolvimento dos meios de comunicação em massa, facilitando a transmissão de informações.

Isso foi fundamental para o progresso da indústria.

3ª Revolução Industrial: década de setenta

Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo passou por grandes evoluções no campo tecnológico. O que foi resultado do uso do conhecimento científico na produção industrial.

A Terceira Revolução Industrial, é também conhecida como Revolução Tecnológica, devido a transição do uso da tecnologia mecânica pela digital nas atividades industriais.

Aqui se dá o início da Era da Informação com a expansão da computação e a criação da Internet. Ou seja, nesse momento, o acesso às informações e a comunicação entre as pessoas, por exemplo, são facilitados.

Essas mudanças transformaram o mundo dos negócios, permitindo maior produtividade a partir da automatização da produção e impulsionando a troca de informações à nível global e modificando o conceito de distância.

4ª Revolução Industrial: hoje

 A quarta revolução industrial será marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. ”

A aplicação de tecnologias como a Internet das Coisas que conecta dispositivos físicos à Internet através de sensores inteligentes, permite o monitoramento e a análise avançada de máquinas que são capazes de enviar dados em tempo real.

O que possibilita reunir e interpretar dados, a fim de utilizar essas informações para uma gestão mais eficiente.

Por isso, essa fase é conhecida como revolução do conhecimento e da comunicação.

A tecnologia da informação agrega velocidade, reduz custos e diminui o desperdício. A otimização dos recursos é uma fome insaciável dessa geração.

Quando dispositivos conseguem escutar, sentir e reagir, pessoas conseguem trabalhar de um jeito mais eficiente. Máquinas inteligentes detectam problemas que um operador humano poderia deixar passar, o que permite que uma equipe previna problemas antes mesmo deles acontecerem.

Nova Indústria global: a combinação de mentes e máquinas 

Chegando em nosso presente, precisamos pontuar alguns aspectos fundamentais desta era.

O aumento da velocidade da Internet, a redução do preço dos sensores que são usados na coleta de dados, além do avanço de ferramentas de Big Data são alguns exemplos relevantes, por exemplo.

Esses pontos, cada um contribuindo de alguma maneira, ajudaram a prever problemas com antecedência, evitando paradas na linha de montagem e garantindo com que os equipamentos funcionem no topo de sua eficiência.

O casamento entre mentes e máquinas está trazendo a quarta onda da Revolução Industrial, com o potencial de transformar, mais uma vez, a indústria global.

Hoje, os sensores de um carro em movimento são capazes de detectar problemas em alguma peça e enviar as informações mais relevantes para a plataforma da empresa. Ao chegar na oficina em que o reparo será feito, os mecânicos já foram avisados do problema e estão prontos para entrarem em ação. Uma peça substituta já se encontra disponível, garantindo agilidade nos processos e encurtando o tempo necessário para a manutenção.

Se quiser ter uma visão mais abrangente e voltada para questões mercadológicas, confira esse vídeo produzido pela IBM que simula uma situação semelhante.

A partir dos exemplos descritos acima, percebemos que a coleta de dados em tempo real é um dos grandes diferenciais. Através da análise desses dados é possível estreitar relações com clientes, além de reduzir custos no tempo de produção e reparo de produtos.

Essas mudanças afetam significativamente a maneira como fazemos negócio hoje em dia. Para tanto é imprescindível para a sobrevivência e desenvolvimento das empresas, que as mesmas deem início a seu processo de transformação digital.

Quem se adaptar primeiro certamente terá uma grande vantagem em relação à competição.

Ainda assim, mesmo tendo consciência de que é preciso se adaptar a essa nova realidade, muitas empresas têm dificuldade em iniciar esse processo de transformação. Existem muitas barreiras que falaremos mais adiante:

1.      Reputação e segurança

Executivos e gestores têm medo de adotar estratégias digitais porque estas envolvem questões que impactam na reputação e na segurança das empresas.

A possibilidade de afetar a imagem de uma empresa com credibilidade ou gerar problemas devido a brechas na segurança, são fatores que pesam como ressalvas à transformação digital.

Esse é o caso especialmente de grandes corporações que lidam com informações confidenciais, como dados de seguro, informações financeiras, históricos médicos, etc.

Em geral, as pessoas (e naturalmente os negócios) são avessos às mudanças, mas, apesar disso, sabem que é preciso se adaptar.

O risco faz parte da história dos negócios bem-sucedidos.

Intelligence is the ability to adapt to change – Stephen Hawking

2.      Cultura da empresa

A cultura de uma empresa é parte de seu DNA.

Não é à toa que empresas de forte legado sofrem tanto para abrir mão de aspectos culturais. Então saiba que, para desenvolver programas de transformação digital e implantá-los, é necessário educar a mentalidade de todos os colaboradores de forma gradual.

Afinal, um inibidor do novo modelo de negócio é o dia a dia, que impede que empresas tentem novas abordagens por já estarem presas ao que conhecem.

E sabendo que o comodismo faz parte de toda organização, é preciso forçar a saída da zona de conforto por meio de alguma estratégia sólida.

Não é uma tarefa fácil, tanto que as empresas que conseguem costumam ser as empresas que ficam na mente do consumidor. Temos certeza que você conhece elas. Tesla, Netflix, Airbnb, Uber, Amazon, Solar City, a lista não para...

3.      Falta de conhecimento

Talvez o fator mais crítico, a falta de conhecimento é um grande empecilho para o progresso da transformação digital no curto prazo.

Dizemos isso porque o setor de TI é parte fundamental nas etapas da transformação digital e, por isso, precisa de mais espaço nas organizações. E sabemos que na vida real, as coisas não são bem assim.

O time de TI continua estabelecido nos calabouços das empresas, sem muita visibilidade, mesmo sabendo que sua estratégia precisa estar totalmente alinhada às orientações corporativas.

Somado a isso temos outro problema: falta de equipes competentes. Nesse sentido, a solução é investir em treinamento e qualificação, para capacitar os profissionais, já que eles precisam ser capazes de lidar com os desafios que estão para surgir.

Olhando esse cenário, percebemos que os obstáculos que envolvem a transformação digital são severos, mas necessários. É possível enxerga-los como oportunidades de negócio, com um divisor de águas, um marco que denota o antes e o depois.

Afinal, nos tempos atuais, data is the new oil. E sabendo disso, vemos o quanto Big Data é um recurso tão valioso no contexto de negócios.


Os dados e a Era dos Clientes

No contexto da transformação digital, o foco está no cliente e a grande oportunidade mercadológica por trás disso está na oferta de experiências memoráveis para os consumidores.

O que entendemos enquanto Era dos Clientes.

A partir da análise dos dados do negócio, é possível entender as preferências dos consumidores, podendo impactá-los de forma conveniente e com conteúdo e mensagens relevantes. Isso aumenta as chances de evangelizar seu cliente e transformá-lo em um promotor da marca.

Vemos diversos casos em que isso ocorre: o uso dos dados a favor do business.

Um exemplo conhecido é da empresa norte-americana Danone. Nesse caso, foi identificado que um dos iogurtes da marca tinha prazo de validade curto e, por isso, precisava ser produzido e entregue ao varejo com rapidez. Isto é, era necessário otimizar o sistema de distribuição.

Assim, levando e cruzamento informações do banco de dados da Danone, foi possível entender a relação entre algumas variáveis como tempo de entrega, prazo de validade, rotas disponíveis, entre outros.

Com isso em mente, as empresas precisam criar estratégias de negócio para o mundo digital e apostar em uma nova cultura corporativa. Uma cultura que seja mais flexível, permitindo mais agilidade para reagir a mudanças e antecipar tendências.

Aproveitando, você já viu nosso Manifesto de Cultura? Se quiser, dar uma olhada, basta clicar aqui 😉

Se quiser ver outros casos de sucesso com Big Data você pode acessar o artigo no site da Big Data Business: http://www.bigdatabusiness.com.br/aprenda-mais-sobre-big-data-vendo-esses-7-cases-de-sucesso/

Fechando

A Era da Informação já começou e as empresas que ainda não começaram a mudar seus modelos de negócio terão dificuldade em competir no mercado.

Se você quer se destacar (ou melhor, sobreviver) já sabe o que é preciso ser feito: arriscar. Afinal, sabemos que não existe uma receita de bolo, um manual de sobrevivência na era da transformação digital, mas sabemos que correr riscos é necessário em prol do progresso.

Agora, se você quiser reduzir seus riscos, uma alternativa é estudar o mercado com uma certa frequência. E para te ajudar, a PROOF tem alguns materiais que podem ser muito úteis! Fique à vontade para ler nossas curadorias abaixo e tirar suas próprias conclusões a respeito das movimentações da indústria 🙂

QUER CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE OS CONTEÚDOS DA PROOF?

ENTÃO CONFERE OS LINKS ABAIXO  😉

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *