Existe uma clara transformação acontecendo: e ela está na forma como os dados estão sendo manipulados. Mais do que isso: as análises em tempo real estão chegando ao Big Data.

Uma das primeiras premissas dessa transformação é justamente o volume de dados que está sendo acumulado, assim como milhões de bytes em dados de máquina –não menos valiosos. Uma outra premissa importante, mas menos discutida, é o movimento em torno do uso desses dados em tempo real.

Alguns analistas consideram que a mudança na arquitetura de dados em direção à sistemas distribuídos e com maior capacidade, como o Hadoop, vem ao encontro da necessidade da economia digital, que demanda não somente a análise de um volume gigantesco de dados, como também a habilidade de processá-los praticamente em tempo real.

E, por incrível que pareça, as tecnologias de datawarehouse, mesmo que ainda importantes, estão se tornando história. E isso porque os dados mais importantes serão agora aqueles que podem ser capturados e interpretados durante a jornada do consumidor, e não depois. A análise que conta, agora, não são os resultados dos últimos três meses, nem dos últimos três dias – e sim dos últimos 30 segundos, ou até menos.

Na economia digital, as interações vão ocorrer praticamente em tempo real. Ferramentas de data analytics precisarão responder a essa demanda. E para se ter uma ideia da importância disso, Vince Campisi, CIO da GE Software, afirmou recentemente que em cinco ou dez anos, cerca de 50 bilhões de máquinas estarão conectadas à Internet. “A convergência da operação física das turbinas dos aviões e seus motores com dados de máquina vai significar que o objeto real terá uma parte também no virtual. Sua existência será capturada por meio de sensores e arquivada em formato de dados. Quando ferramentas analíticas são aplicadas, é possível simular a existência do objeto físico, e as máquinas poderão prever quais partes terão problemas na vida real.”

O poder desse novo modelo de análise preditiva de dados ainda não pode ser totalmente capturado. Ferramentas e soluções para interpretar os dados de máquina ainda estão surgindo, e o Business Analytics ainda está tomando forma. Resta saber quem conseguirá incorporar a tecnologia para realmente fazer um diferencial no negócio.