O mercado global de business analytics cresce a cada ano. Em 2014 estava calculado em US$ 42,55 bilhões e deve alcançar US$ 70 bilhões em 2022, com crescimento anual previsto em 6,44% entre 2014 e 2022.

 

Os dados, publicados pelo Market Research Store, são da pesquisa Global Business Analytics Market Outlook – Trends, Forecast, and Opportunity Assessment (2014-2022).

 

Entre os fatores de influência, segundo o estudo, está o crescimento do big data, que está mudando rapidamente o ambiente dos negócios e as escolhas dos clientes.

 

De acordo com o estudo publicado pelo Market Research Store, bancos, serviços financeiros, seguros e varejo capturam o máximo do mercado de business analytics.

 

O mercado global de business analytics é segmentado com base em implantação, aplicação, software, usuário final e geografia.

 

Um dos maiores desafios para empresas que pretendem investir em business analytics é que os dados frequentemente incluem tanto dados estruturados, quanto não estruturados.

 

Os dados gerados por máquina são os que mais crescem e tendem a crescer ainda mais com a Internet das Coisas, que deve criar novas fontes de dados.

 

Cada ação gerada pela interação de um dispositivo com uma empresa cria um registro de um evento, que contém detalhes da atividade realizada pelo usuário.

 

Por exemplo, uma visualização em uma página da web cria um log de atividade que inclui fonte, página de referência, data e horário e um código de status. 

 

Listamos os principais motivos que confirmam esse crescimento do mercado de Business Analytics:

  • Crescimento dos dados complexos

O aumento dos produtos capazes de gerar dados deu um turbo nos dados gerados por máquina.

Segundo o Gartner, “em 2017, mais de 50% das implementações de business analyitcs farão uso de dados de eventos gerados por máquinas inteligentes, aplicações ou indivíduos”.

O crescimento dos dados complexos gerados por máquinas mostra que qualquer empresa que procura maximizar o valor dos dados precisa selecionar a combinação certa de ferramentas e investir em uma equipe capaz de analisá-los.

Frequentemente, os insights certos são gerados com a correlação de múltiplas fontes de dados.

  • Big data

Segundo uma pesquisa do IDC, o mercado de big data deve crescer cerca de 23% ao ano até o 2019.

Ainda de acordo com o instituto, o crescimento do mercado de business analytics deve ser de 14,7% por ano até 2019.

As informações são dos estudos Worldwide Big Data Technology and Services Forecast e Worldwide Business Analytics Services, ambos do IDC.

A indústria manufatureira é responsável pela maior parte dos gastos em big data (US$ 2,1 bilhões em 2014), seguida do setor bancário (US$ 1,8 bilhão em 2014).

Entre os setores que mais aumentaram sua participação estão os de serviços de investimento (26%), bancário (26%) e mídia (25%).

O investimento em big data, que deve movimentar US$ 48,6 bilhões em 2019, vai permitir que as empresas tenham uma visão integrada das atividades do cliente e das operações do negócio, oferecendo oportunidades de diferenciação.

Ao mesmo tempo, as empresas terão de lidar com desafios como flexibilidade e capacidade de adaptação.

Segundo o relatório de big data do IDC, à medida que a tecnologia continuar seu processo de amadurecimento nas empresas, sua participação no mercado também deve crescer.

 

  • Novas Tecnologias

Os gastos em business analytics são impulsionados pela adoção de novas tecnologias e pela falta de expertise interna, que deve aumentar a busca por fornecedores externos de serviços durante o período.

Além disso, o desejo de consumir o ciclo de vida completo dos serviços também deve levar ao crescimento de todas as linhas de serviço de business analytics.

Os projetos baseados nesses serviços devem crescer 14,3% ao entre 2015 e 2019. Para o segmento de outsourcing, o crescimento médio anual deve ser de 13% durante o período.

Ainda de acordo com o relatório, o business analytics se tornou uma tecnologia essencial para as empresas que estão implementando Terceira Plataforma, que agrega cloud computing, big data e mobilidade.

 

América Latina

Os países da América Latina têm enfrentado tempos difíceis em razão da crise econômica, em especial o Brasil, que foi um dos que mais sofreram com a alta do dólar.

 

Apesar das dificuldades, no entanto, 2016 tem tudo para ser o ano das soluções de business analytics devido às grandes oportunidades oferecidas pelo potencial de transformação digital na região.

 

A América Latina demonstra que, quando se dedica à aplicação de novas tecnologias e práticas, seu potencial de expansão econômica é muito maior.

 

Veja algumas forças que devem direcionar a adoção de novas tecnologias de análise e interpretação de dados na região.

 

  • Mobilidade

Segundo dados divulgados pelo IDC em dezembro de 2015, em 2014 havia 689 milhões de celulares na América Latina, dos quais 52% são smartphones.

Em 2019, mais da metade dos trabalhadores da região terão smartphones.

Se as empresas investirem com sabedoria nessa tendência, poderão melhorar os níveis de eficiência operacional e criar novos serviços e mercados.

É o caso, por exemplo, dos bancos, especialmente os brasileiros, que investem cada vez mais no mobile, oferecendo opções de depósito, transferência e extrato por meio dos dispositivos móveis.

A tendência é que o mobile se torne o principal meio usado pela população mais jovem.

 

  • E-commerce

A classe média cresceu 50% entre 2000 e 2010 na América Latina, de acordo com dados do Banco Mundial. São cerca de 50 milhões de novos compradores cada vez mais sofisticados e conectados.

Os compradores da América Latina ainda estão em uma fase inicial de migração para o e-commerce, dando às empresas (tanto as novatas quanto as mais tradicionais) oportunidades de otimizar sua presença na web para conquistar uma maior fatia do mercado.

 

  • Internet das coisas

As indústrias de commodities, energia e manufatura podem melhorar seus níveis de eficiência operacional e criar novos serviços com dados gerados por máquina.

Segundo estudo do IDC, o mercado de internet das coisas vai dobrar, atingindo US$ 15,6 bilhões entre os anos de 2014 e 2020 à medida que o número de endpoints na região deve triplicar para mais de 800 milhões.

Todas essas forças dependem das soluções de business analytics, que trarão mais eficiência e efetividade à análise e interpretação de dados.

As empresas que mais tirarão proveito dessas vantagens serão àquelas que não têm medo de abraçar novas plataformas e fontes de dados em tempo real.

Para analisar essas novas fontes, especialmente os dados gerados por máquina, as empresas precisarão de novas soluções de analytics capazes de dar às organizações mais poder de modificar sua arquitetura e seus fluxos de trabalho sem ter de tornar os processos mais complexos.

Isso significa automatizar o tráfego de tabelas e dados não estruturados, eliminando os comandos manuais.

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