Assim como as pessoas são ativos importantes para a empresa e têm sua importância representada por meio de um chefe de recursos humanos junto ao time de executivos, os dados também precisam desse tratamento, pois são os ativos mais importantes da maioria das empresas. Muitas vezes são os dados que justificam valores no mercado e podem ser grandes multiplicadores.

Porém, são poucas as empresas que dão esse tratamento aos seus dados. Tratá-los como um ativo crítico, com um plano estratégico para protegê-los e aumentar seu valor, é uma das maiores oportunidades organizacionais. Para isso, é preciso ter um executivo responsável por criar e gerir um programa eficiente de governança.

Além de permitir a criação de um bom programa de cyber segurança, os benefícios são incontáveis, como a redução dos riscos com compliance, controles de segurança maiores, redução de armazenamento e outros custos e maior retorno dos dados e ativos de informação.

Criando o ambiente certo

No entanto, para atingir esses objetivos são necessários muitos esforços. Dados e outros ativos de informação ficam restritos a certas linhas de negócio e em áreas funcionais das empresas. Eles residem em data centers, dispositivos como smartphones, laptops e HDs, na nuvem, em papéis, entre outros. Poucas organizações mapearam seus ativos, ou seja, a maioria nem sabe onde estão seus dados.

Além da motivação para aproveitar essas oportunidades, é preciso ter força para criar novas regras, especialmente em relação à cyber segurança e à proteção das informações pessoalmente identificáveis dos clientes.

No Brasil são poucas as leis responsáveis por regular os deveres das empresas em relação aos dados dos clientes. Há anos o país tenta aprovar leis que tratem apenas de privacidade de dados, mas até o início deste ano, nada saiu do papel. Porém, são os hackers que devem ser a principal preocupação. São eles que comprometem dados de segurança e causam danos financeiros.

Um líder de governança de dados alinharia toda a empresa aos interesses em relação aos dados ao longo de todas as linhas de negócio e áreas de suporte. Ele deveria ser capaz de se conectar e criar relacionamentos com os departamentos de TI, finanças, jurídico e outros, e entenderia a maneira como os dados são criados e geridos por indivíduos chave, como CIOs e CFOs.

Esses mesmos líderes seriam ótimos para a tarefa de governança da informação. Os CIOs, por exemplo, na maioria das empresas, já se reportam ao CEO para alinhar seus recursos aos objetivos estratégicos da empresa e têm uma relação bastante próxima com os dados, especialmente os relacionados à infraestrutura e sistemas de operação.

Com CFO