Com a aproximação das Olimpíadas, cresce a tensão em relação às ameaças cibernéticas, que devem aumentar durante o período, um problema que deve afetar não apenas governos, mas também empresas e turistas que devem visitar o país em agosto.

Segundo o Centro de Defesa Cibernética do Exército, o país vai contar com 200 profissionais, incluindo militares e técnicos, que serão responsáveis pela proteção cibernética durante os Jogos Olímpicos para evitar invasões a sites públicos e privados e o roubo de informações.

De acordo com Leonardo Moreira, diretor de engenharia da PROOF, invasões a sites e roubo de dados são apenas algumas das ameaças que devem aumentar com as Olimpíadas. “Esses eventos, por causa do dinheiro que movimentam e da atenção que atraem, são um prato cheio para hackativistas, fraudadores e ciberterroristas e o baixo grau de maturidade em segurança da informação que temos no Brasil nos torna ainda mais vulneráveis”, explica Moreira.

Ameaças contra empresas

As empresas patrocinadas serão um alvo constante dos ciberataques e, para chegar até essas organizações, os hackers poderão usar seus fornecedores e outras empresas menores.

“Ao contrário das empresas patrocinadoras, que provavelmente tem um nível maior de maturidade, as organizações menores não contam com os mesmos recursos e estarão mais vulneráveis”, explica Moreira.

Executivos serão alvo

Durante o período, executivos estrangeiros também estarão no País para fazer negócios e aproveitar para ter momentos de lazer. Essa é a chance perfeita para que concorrentes e cibercriminosos tenham acesso a dados sensíveis se não houver alguns cuidados.

Os hotéis, que receberão um grande número de importantes executivos, viverão sob constante ameaça de malwares que infectam a rede para roubar dados dos hóspedes.

Phishing

Os hackers já estão se aproveitando dos assuntos relacionados aos Jogos Olímpicos para atrair as vítimas com sites e e-mails falsos por meio dos ataques de phishing. Assuntos como o Zika Virus, sites que mostram o progresso dos atletas na competição e propagandas falsas de serviços e produtos relacionados aos jogos vão exigir maior atenção do usuário.

Segurança deve ser reforçada

De acordo com Leonardo Moreira, os usuários deverão ficar atentos ao se conectar a redes desconhecidas. “É importante respeitar avisos sobre redes não seguras e ficar atento aos pontos de instalação que exigem o download de aplicativos ou plug-ins, que podem instalar malwares”, explica.

Estima-se que os Jogos Olímpicos de Londres (2012) tenham sofrido pelo menos 97 incidentes graves de segurança, envolvendo, principalmente, ataques de negação de serviço (DoS).

O ciberterrorismo também deve causar uma tensão constante, principalmente após os graves atentados ocorridos em países europeus e atribuídos ao Estado Islâmico (EI). “Diante disso, será preciso reforçar a segurança para proteger sistemas de controle de infraestrutura crítica, como energia e aeroportos, para evitar danos ou interrupções sérias”, explica Leonardo Moreira.