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Estamos assistindo a morte da privacidade?

O conceito “privacidade” tomou forma aos poucos, conforme o conceito de público e privado foi se desenvolvendo.

A ascensão da burguesia e do mundo moderno inseriu novos hábitos e costumes sociais, o que culminou com o surgimento da noção de intimidade e consequentemente, privacidade. 

Antes disso, muito do que temos como “particular” no imaginário atual era feito sem qualquer reserva na frente de outras pessoas.  

Podemos fazer uma rápida viagem no tempo da época moderna (quando as casas passaram a ter cômodos e as pessoas passaram a ter noção do reservado) para o mundo contemporâneo, (onde a internet nos conecta de forma antes inimaginável e uma em cada quatro pessoas que usam a rede possui uma conta na plataforma de interação social mais usada no mundo – o Facebook.)

Será que muita coisa mudou?  

A ERA DA “HIPERTRANSPARÊNCIA” OU DA SUPEREXPOSIÇÃO? 

Estima-se que mais de um bilhão e meio de pessoas publica mais de 350 milhões de fotos diariamente em seus perfis pessoais do Facebook.

Já no twitter, outra rede social superpovoada, 305 milhões de usuários postam mais de 5 bilhões de mensagens por mês.

O detalhe curioso (e talvez um pouco assustador) é que se “dermos um Google” no nome de alguém, seus registros online rapidamente aparecerão para nós. 

Alguns pesquisadores afirmam que essa seria a era da “hipertransparência”, onde as relações se desenvolveriam de uma nova forma e o conceito de privacidade seria ressignificado.

Para outros, seria a ascensão de uma sociedade super ética, cuja frase “Sorria, você está sendo filmado” sintetizaria sua real motivação.

De um jeito ou de outro, muitos concordam que podemos estar vivenciando a morte da privacidade como a conhecemos.  

 

“ESTAMOS CONSTRUINDO UMA INTERNET ONDE O PADRÃO É SER SOCIÁVEL”  

Em 2010, Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, em resposta à polêmica envolvendo as significativas alterações de termos de privacidade na política de uso da rede, declarou: “Estamos construindo uma internet onde o padrão é ser sociável. A era da privacidade acabou.”  

Esse posicionamento nebuloso sobre o tema por parte das grandes corporações do mercado digital, como o Facebook, gerou muitas dúvidas sobre o que é privacidade e segurança online.

Afinal, o que estamos compartilhando? E para quem? 

 A sensação é de que o que é dito, postado e explicitado nessas redes se tornou uma extensão da realidade – fazendo com que os sites de relacionamento se tornassem gigantes salas de estar, comícios políticos, ou qualquer outro ambiente de exposição de ideias e opiniões.  

Porém, a divisão entre fóruns muitas vezes não é clara –  O que fica no âmbito privado? E, mais do que isso, até que ponto eles são privados? 

O QUE DIZEM AS LETRAS MIÚDAS 

Para uma noção mais realista de como funciona a dinâmica das informações online, é importante ter em mente que baixar um aplicativo como Whatsapp ou Instagram não é grátis como a maioria das pessoas imagina.  

A moeda de ouro do reino virtual são os dados. Recebemos as aplicações e como pagamento, ao invés de dinheiro, nós oferecemos nossas informações pessoais.

Estamos na era da informação, onde quem detém o conhecimento detém o poder – e a internet é a ferramenta que permite a consolidação desse princípio. 

Teoricamente, ao concordar com os termos e políticas de uso dessas mídias, concordamos que nossas informações pessoais estarão disponíveis para que as empresas e o governo tenha acesso a elas.  

Um exemplo recente foi o lançamento do Allo pelo Google. Trata-se de um aplicativo mensageiro com várias funcionalidades interessantes e interface atraente que despertou a curiosidade do mundo por disponibilizar um Google assistant embutido na dinâmica da comunicação.

Tudo parecia normal, até a versão final do produto ser lançada. Nessa versão, a companhia tem acesso completo ao histórico de conversas de seus usuários.  

Imagine suas localizações, fotos e conversas (aquelas que são registradas quando pensamos que não estamos ao alcance de ninguém – a não ser do nosso interlocutor) nas mãos de uma grande empresa cujo negócio é a informação. Soa intimidador, não?  

 É possível tornar suas conversas privadas, porém é necessário ajustar as configurações para tal.

O que tornou a ação do Google polêmica (a empresa havia prometido que a criptografia ponta a ponta viria como modalidade padrão do aplicativo ) foi o fato de que a maioria dos usuários “comuns” não se dará ao trabalho de conferir as configurações para tornar as informações privadas.

Isso só aumentou os questionamentos sobre a maneira como o Google lida com os dados pessoais de seus consumidores.  

 

 E O MARCO CIVIL?  

As polêmicas sobre o Marco Civil giram em torno da expectativa da sociedade e da subjetividade de alguns pontos relacionados à privacidade presentes na lei, que podem dar margem para a criação de uma esfera de vigilância.  

Conceitualmente, o Marco Civil da Internet propõe uma maior transparência nas operações das empresas que atuam na web.

A proteção dos dados pessoais e a privacidade dos usuários deveriam ser resguardadas. Porém, no Brasil, ainda não existe uma lei geral de proteção de dados pessoais.

Então nesse aspecto, o Marco Civil ainda se apresenta muito abstrato, sem significado prático que possa ter aplicabilidade real atualmente.  

Alguns dos pontos que precisam ser aperfeiçoados são as definições dos conceitos de “dados pessoais” e “tratamento de dados” – que ainda não existem legalmente – e o estabelecimento de alguns padrões mínimos de segurança das informações e quem vai ter acesso a elas.  

AFINAL, PRIVACIDADE EXISTE NO MEIO DIGITAL? O QUE PODEMOS FAZER PARA NOS PROTEGER? 

Na prática, a resposta é: “ Não existe privacidade no meio digital”, apesar do debate atual incluir muitas relativizações sobre o tema e sobre o conceito de privacidade.  

São inúmeros provedores e servidores processando dados do mundo todo a todo momento, e pensar que há total isolamento e resguardo de informações seria ingenuidade. 

Porém, se adotarmos uma postura mais ativa em relação à segurança da informação, podemos evitar sérios danos como roubos, vazamentos e fraudes, por exemplo.  

Para alguns estudiosos, a falta de privacidade é o calcanhar de Aquiles da Internet enquanto ferramenta de libertação e democratização – como acreditávamos que ela seria.

Depois do episódio “Wikileaks” e a perturbadora constatação de que sim, estamos sendo monitorados, ficou a sensação de que estamos interagindo constantemente em uma zona de vigilância indiscriminada. 

Porém, não há dúvidas de que o que está em jogo a todo momento é a segurança de dados e informações na prática diária de uso da internet.

Talvez a privacidade por si só não seja o único e maior problema, mas sim o quão provável é que tais dados vazem e sejam utilizados de maneira indevida. 

É preciso pensar segurança como nunca havíamos pensado antes.

Estamos falando de informação, o bem mais valioso para pessoas e organizações modernas. 

 Ser monitorado ou não ter mais o controle de manter dados em total sigilo provavelmente mudará a forma que nos relacionamos e registramos informações online.

Da mesma forma, nossa postura relacionada à segurança da informação deve ser repensada e levada cada vez mais a sério.   
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