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Visual Hacking: Olhe em volta… você está seguro?

Visual Hacking é uma forma de se obter informações sensíveis apenas bisbilhotando a mesa, o celular ou o computador do seu alvo. Você nunca percebeu ninguém olhando para a tela do seu smartphone no metrô? Então… 

Você poderia estar sendo um alvo, naquele exato momento.  

Calma, isso não quer dizer que você estava de fato sofrendo visual hacking. É da natureza curiosa do ser humano olhar para o lado e se entreter com o que estiver ao alcance dos seus olhos. Ou era apenas uma pessoa entediada mesmo 😉

76% dos entrevistados alegaram já ter olhado para o dispositivo de outra pessoa

Muitas vezes o ato de olhar para uma tela ou um aparelho que não seja seu vem por reflexo. Uma pesquisa realizada pela 3M em parceria com o Ponemon Institute, a “Public Spaces Interview Study” de 2017 indica que 76% dos entrevistados alegaram já ter olhado para o dispositivo de outra pessoa. 

Mas como você não vai saber diferenciar uma coisa da outra, o jeito mesmo é se prevenir. 

Esse conceito é bem intuitivo, “Visual“, como você pode imaginar significa uso de meios visuais e “Hacking” remete a métodos alternativos de se obter algum tipo de informação. 

Apesar de você achar que esse pode não ser o método mais efetivo de se obter informações, a mesma pesquisa “Public Spaces Interview Study” de 2017 revelou que o visual hacking não demora muito tempo! Pode levar menos de 15 minutos para que um invasor obtenha alguma informação que possa comprometer toda a estrutura de uma companhia.  

Não existe um nicho específico o qual essa ameaça afete mais, ela afeta qualquer indústria de qualquer seguimento. Onde existe informação sensível e confidencial, existe o risco de vazamento. 

As informações sensíveis podem estar dispostas em notebooks, tablets, smartphones, assim como em documentos impressos que são deixados em mesas, salas de reunião, ou até esquecidos na impressora. 

Visual Hacking é fácil, rápido, e não recebe a atenção necessária tanto pelos colaboradores, quanto pelas organizações.

Como Visual Hacking se aplica no ambiente de trabalho?

A organização física do escritório tem um grande papel no risco de Visual Hacking.  

Hoje em dia, muitas empresas investem em ambientes de trabalho com um conceito “open office”, um modelo sem baias ou divisórias entre as mesas. 

Essa organização promete facilitar o contato entre colaboradores, aumentando a produtividade e a sensação de trabalho em equipe. 

Como toda ação tem uma consequência, os documentos, papéis, post-it, e principalmente as telas dos computadores ficam à uma espichada de olho de distância. 

Essa estrutura de escritório é ideal para a prática de Visual Hacking. Todas as companhias que adotam esse modelo devem contabilizar esse novo risco à segurança de informação sensível.

Toda tela que você possa ver, pode ser vista por um visual hacker

Outro fator que deve ser considerado é que existem áreas específicas de todo escritório que são mais vulneráveis à prática do Visual Hacking. Em teoria, toda tela que você possa ver, também pode ser vista por um Visual Hacker. Porém, recepções e áreas com alto trafego de pessoas, como locais próximos aos banheiros ou à copa ficam naturalmente mais comprometidas. 

Dando um passo além da organização física do escritório, os colaboradores muitas vezes não percebem que as informações com que eles trabalham são desejáveis por Visual Hackers, que são informações sensíveis e/ou confidenciais.  

Isso também afeta diretamente a segurança dessas informações já que, desconhecendo os riscos, não são tomadas as medidas de segurança necessárias para evitar que essas informações fiquem disponíveis a um atacante. 

Além disso, pesquisas mostram que os colabores são “tímidos” na hora de confrontar um visual hacker. A pesquisa, Global Visual Hacking Experiment, conduzida pela Ponemon Instutute indica que em 68% das tentativas de obter informação sensível as pessoas não questionaram ou reportaram as ações do Visual Hacker. Mesmo depois de presenciar uma situação atípica ou suspeita. 

Fica evidente que um trabalho de prevenção em Visual Hacking é essencial no plano de conscientização de segurança de qualquer empresa.  

 

Como Visual Hacking se aplica no ambiente externo à empresa?  

 

As políticas de segurança da informação não devem abranger somente a segurança dentro dos muros da empresa. Afinal, todos os colaboradores são sujeitos ao Visual Hacking quando estão trabalhando remotamente, em cafés, aeroportos ou até em meios de transporte. 

Poucas pessoas se preocupam com o conteúdo que deixam disponíveis aos olhos curiosos, sendo esse conteúdo profissional ou pessoal. 

Segundo àquela mesma pesquisa “Public Spaces Interview Study” de 2017, que já mencionamos anteriormente: 

  • 87% das pessoas que trabalham em ambientes públicos já presenciaram alguém espiando por cima de seus ombros. E talvez os outros 13% não tenham virado a cabeça rápido o suficiente.  
  • O Visual Hacking desperta preocupação, 3 de cada 4 colaboradores entrevistados alegaram já ter se sentido desconfortáveis e preocupados em algum nível 
  • 51% dos entrevistados alegaram que não tomam nenhum cuidado especial na hora de fazer o trabalho em um lugar público. 
  • E em um número mais assustador, mas não muito surpreendente, 87% dos entrevistados nunca sequer haviam escutado o termo “Visual Hacking”. 

 

Por que o Visual Hacking deve ser uma preocupação para as empresas? 

 

Para mostrar a importância de se proteger contra essa ameaça chamada visual hacking, e mostrar a urgência do tema, nós escolhemos apresentar dois estudos de caso que foram realizados pelo Ponemon Institute, o primeiro nos Estados Unidos e o segundo com uma abrangência global. 

O primeiro estudo do instituto Ponemon sobre “Visual Hacking” foi realizado em 2015 e mostra o quão fácil é extrair informação sensível de qualquer tipo de empresa utilizando apensas meios visuais. 

Um hacker muitas vezes só necessita de uma informação para comprometer toda a estrutura de uma organização. Ameaças não estão presentes somente no campo de alta tecnologia, alternativas Low-Tech também podem causar danos tão rapidamente quanto.  

Também foi levantada a diferença entre Visual Hacking e Visual Privacy. Visual Hacking, é um método que envolve baixa tecnologia usado para capturar informação sensível, confidencial ou privada somente por meios visuais. Visual Privacy é o ato de proteger informação sensível, confidencial ou privada de Visual Hackers.

88% das tentativas de visual hacking foram bem sucedidas

Os resultados do experimento são assustadores. A grande maioria (88%) das tentativas de Visual Hacking foram bem-sucedidas. 

Dentre as informações sensíveis obtidas: 47% foram credenciais de login e acesso; 35% eram documentos classificados como confidenciais ou sigilosos12% eram informações financeiras ou sobre o orçamento. 

As informações mais sensíveis de uma companhia são vulneráveis. 20% de todo o conteúdo obtido foi considerado como muito valioso. 

Pessoas não gostam de confrontar quem apresenta um comportamento suspeito. Em 70% das tentativas de hacking os colaboradores não questionaram ou reportaram o Visual Hacker. Mesmo após presenciar comportamento suspeito e inusitado. 

Escritórios amplos e abertos são ideais para a prática do Visual Hacking. Escritórios tradicionais, com a divisão por cubículos, fazem com que seja muito mais fácil proteger documentos impressos ou impedir a visualização de uma tela. Evitar alterar a organização tradicional do escritório minimiza consideravelmente os riscos de Visual Hacking. 

Em todos os ataques o invasor conseguiu obter informação sensível em menos de 15 minutos. 

Nas vezes que detectaram as ações do Visual Hacker, já era tarde demais, múltiplas informações já haviam sido divulgadas na mesma tentativa.

Em 2016 a Ponemon, conduziu o primeiro experimento em escala global visando avaliar o nível de vulnerabilidade ao Visual Hacking. Chamado de “Global Visual Hacking Experimental Study. 

O estudo foi a extensão do mesmo projeto realizado em 2015, apresentado anteriormente. Dessa vez, foram analisadas empresas de 8 países diferentes, incluindo: EUA, China, França, Alemanha, Índia, Japão, Coréia do Sul e Reino Unido. 

O objetivo dessa pesquisa foi detectar o quão preparadas essas companhias estão para lidar com a ameaça que é o Visual Hacking. 

Segundo a Ponemon, o Visual Hacking acontece quando um colaborador faz escolhas ruins de como acessar e visualizar informação sensível, que é então vista por um curioso ou por um hacker malicioso.  

Com essa pesquisa pode-se perceber que existe uma necessidade em quase todas as empresas de criar conscientização dentre os usuários sobre a proteção de informações sensíveis. 

O instituto Ponemon conduziu um hacker “white hat” dentro de lugares reais de trabalho em diversas localidades ao redor do mundo.  

O hacker “white hat” é um tipo hacker que utiliza os seus conhecimentos para aumentar o nível de segurança, isto é, procura a exploração e detecção de erros e de conceito, que posteriormente são evidenciados e podem ser corrigidos. 

Os testes duravam de uma a duas horas em cada locação e o hacker procurou por diversos tipos de informação considerados importantes. Informações sobre clientes ou sobre funcionários, credenciais de acesso e login, correspondência da companhia, material de treinamento, dentre outros. 

A pesquisa prova: o Visual Hacking é um problema global. Ele ocorreu em todos os países e 91% de todas as 157 tentativas foram bem-sucedidas. 

De todas as informações obtidas pelos hackers, grande parte (27%) é considerada informação sensível. 

Certas situações facilitam o Visual HackingDocumentos deixados em cima de mesasesquecidos em salas de reuniões e principalmente informação visualmente disponível em computadores como notebooks, smartphones, tablets dentre outros. 

Metade das tentativas de Hacking foram bem-sucedidas em menos de 15 minutos. E mais da metade (52%) das informações sensíveis foi obtida através de monitores de computador. 

Uma média de 3.9 “pedaços de informação” diferentes foram obtidas pelo hacker, por tentativa. Isso representa qualquer tipo de informação sensível que ajude um invasor a conquistar seus objetivos. 

27% das vezes tais informações eram credenciais de login ou informação financeira e privilegiada e, novamente, em 68% das tentativas o atacante não foi percebido ou questionado pelos colaboradores. 

 

Boas práticas para evitar Visual Hacking 

 

Agora vamos ao que interessa? 

Como parte de nossa missão é ajudar a tornar pessoas e negócios mais seguros, não podíamos deixar de indicar as boas práticas para se proteger contra essa ameaça.

certifique-se do quão vulnerável você está

Antes de acessar qualquer tipo de informação sensível, se certifique o quão vulnerável você está. Caso esteja em um lugar muito cheio, como uma cafeteria ou avião, considere esperar até estar em um lugar mais seguro, ou procurar um novo lugar, para trabalhar com tais informações.  

Especialmente se a sua empresa tiver o conceito de “open office”, fique a atento as pessoas ao seu redor quando for trabalhar com informações sigilosas.  

O Visual Hacking é um assunto que precisa ser discutido com todos os colaboradores para que possa ser prevenido em toda a organização. Uma estratégia de privacidade visual é imprescindível. Vale também levar em consideração colaboradores que trabalham diretamente com informações sensíveis, verifique a possibilidade deles serem alocados em ambientes afastados de visitantes e de membros de outros departamentos. 

Utilizar bloqueios físicos, como uma trava biométrica, para evitar o trânsito de funcionários em áreas que eles não trabalhem diretamente também é algo que deve ser levado em conta.  

As políticas de Segurança da Informação de uma empresa devem instruir os colaboradores a bloquear o computador ou quaisquer dispositivos quando esses não estão em uso. Além de, indispensavelmente, proteger os dispositivos com senhas fortes. 

A política de Mesa Limpa também ajuda a evitar que documentação sigilosa ou confidencial fique exposta nas mesas dos colaboradores. Juntamente com os esforços de usar um triturador de papel para descarte de documentos que não forem mais necessários. 

Os colaboradores são a ferramenta mais forte na defesa contra o Visual Hacking, mas alterar comportamento humano pode ser difícil. Todas as políticas de Segurança de Informação implementadas devem ser reforçadas com esforços de comunicação interna, treinamentos e com a tentativa da criação de uma cultura de privacidade. 

Uma combinação simples de pessoas, processos e tecnologia é o primeiro passo em direção a prevenção do Visual Hacking. A prevenção precisa ser uma constante, uma vez que pessoas mal-intencionadas continuam buscando novas maneiras de extrair informação sensível. 

Lembre-se: muitas pessoas transitam diariamente pelo escritório, e QUALQUER UM pode ser um Visual Hacker. 
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Gostou do conteúdo? Que tal dar uma olhada no nosso blog? 😉

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PROOF está se posicionando no mercado como uma empresa referência em segurança e produção de conteúdo relevante. Nosso objetivo é disseminar e compartilhar conhecimento para contribuir ao máximo no amadurecimento do mercado de segurança no Brasil. Isso porque, nós da PROOF, como uma empresa atenta às inovações do mercado de cibersegurança, estamos sempre nos atualizando das principais tendências tecnológicas do mundo, além dos novos vetores de ataque por parte da indústria do cibercrime.

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