Cibercrime nas mídias sociais cresce

O WhatsApp é o mais novo canal de comunicação suscetível a fraudes, enquanto o Twitter, apesar da popularidade mundial, é o menos usado para praticar fraudes. As informações são do estudo Hiding in Plain Sight: The Growth of Cybercrime in Social Media, divulgado pela RSA em fevereiro deste ano. A pesquisa focou no crescimento do cibercrime nas mídias sociais.

Não é surpresa que as mídias sociais estejam na mira dos criminosos, afinal, como são um ponto de encontros para amigos e funcionam como canais eficientes na divulgação rápida de notícias, atraem todo tipo de gente, inclusive os criminosos.

O objetivo do estudo era pesquisar a estrutura, o formato e as exigências para fazer parte dos grupos de cibercrime nas principais plataformas de mídias sociais ao redor do mundo. A pesquisa mostra como cada plataforma opera, suas restrições e vantagens e analisa dados estatísticos de grupos criminosos que fazem parte dos sites e quantos membros contêm.

A pesquisa estudou mais de 500 grupos dedicados à pratica de fraudes nas redes sociais ao redor do mundo, com cerca de 220 mil membros investigados no total. Mais de 60%, ou aproximadamente 133 mil membros, foram encontrados no Facebook agindo de maneira independente.

O cibercrime nas mídias sociais é mais receptivos

Com mais de 1,6 bilhão de usuários ativos mensalmente, o Facebook é, de longe, a maior plataforma de mídia social e a mais popular do mundo em 75% do globo.

Teoricamente, esperava-se que grupos dedicados à aplicação de golpes ajustassem suas configurações de privacidade para “secreto” na tentativa de se manterem escondidos. No entanto, a pesquisa encontrou uma série de grupos que operam em modo visível. Além disso, mesmo quando os grupos se reúnem em páginas fechadas, basta um simples pedido para fazer parte do grupo para ganhar acesso.

O processo é bem diferente do aplicado pelos grupos de fraude na deep web, que exigem uma série de referências para aceitar um novo membro.

Outra descoberta interessante da pesquisa é que, nos Estados Unidos e em países da Europa Ocidental, os grupos que praticam fraudes ainda são mais restritos à deep web e poucos agem nas mídias sociais.

Brasil tem grandes grupos de fraudes no Facebook

Como país que mais sofre com fraudes bancárias na América Latina, não é surpresa que o Brasil também conte com grandes grupos de fraudes no Facebook – os quatro maiores grupos contêm 70% dos membros da comunidade de fraudes.

Segundo o relatório da RSA, as ações criminosas mais praticadas pelos grupos no país são: venda de dados de cartão de crédito, notícias falsas, comprometimento de contas online e envio de documentos falsos.