Entenda sobre vulnerabilidades zero-day em apenas 10 minutos

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Entenda sobre vulnerabilidades zero-day (ou de dia zero) em apenas 10 minutos

As vulnerabilidades zero-day (ou de dia zero) são aquelas em que hackers blackhat encontram e que poderiam ser exploradas antes que os desenvolvedores tenham tempo de reagir a respeito.

Mas é claro que nem todas as vulnerabilidades descobertas são do tipo zero-day.

A maioria das falhas de segurança são descobertas por outros desenvolvedores ou hackers whitehat em programas de Bug Hunting, por exemplo. Você já deve ter ouvido falar do Project Zero, certo?

Se não, vai ouvir agora. O Project Zero é uma iniciativa do Google para descobrir falhas de segurança em softwares de outras empresas antes que elas se tornem públicas. Seu objetivo é tornar a web mais segura.

Isso porque, com tempo suficiente para consertar as vulnerabilidades, os desenvolvedores podem lançar um patch de correção para que os usuários atualizem seus sistemas e fiquem seguros.

SOBRE OS USUÁRIOS

Uma premissa muito atestada no universo de segurança da informação é de que o usuário é o elo mais fraco da corrente.

Isso justifica o porquê de os atacantes estarem aumentando significativamente o alvo em usuários finais, uma vez que a falta de conhecimento e educação necessária em relação às boas práticas de segurança abrem diversas brechas para os hackers adentrarem no ambiente das organizações.

As vulnerabilidades podem aparecer em quase qualquer tipo de software, mas o alvo mais atraente para atacantes são os softwares populares, amplamente utilizado.

Novamente, a maioria dessas vulnerabilidades são descobertas em softwares como o Internet Explorer e o Adobe Flash, que são usados diariamente por um grande número de consumidores e profissionais.

Quatro das cinco vulnerabilidades zero-day mais exploradas em 2015 foram do Adobe Flash, por exemplo.

Exploits estão direcionando cada vez mais o alvo para tecnologias de usuários finais, isso porque eles podem permitir que os invasores instalem softwares mal-intencionados em dispositivos vulneráveis. Uma vez descobertos, os zero-days são rapidamente adicionados aos kits de ferramentas dos cibercriminosos e explorados.

Nesse ponto, milhões serão atacados e centenas de milhares serão infectados se um patch não estiver disponível ou se as pessoas não se moverem rápido o suficiente para aplicar o patch.

WANNACRY

É claro que você ficou sabendo do episódio do WannaCry, um dos maiores ataques cibernéticos da história.

Na sexta-feira, 12 de maio de 2017, uma série de ataques em escala global fazendo uso de versão atualizado do crypto-ransomware WanaCrypt0r. Nessa versão, uma novidade: um ransomware com funções de worm, o primeiro ransomworm da história!

Obs: pra você que quer entender mais sobre como evitar ataques de ransomware, confira nosso artigo clicando aqui.

Uma série de ataques em escala global fazendo uso de uma versão atualizada do crypto-ransomware, WanaCrypt0r 2.0 impactou organizações públicas e privadas ao redor do mundo, passando de 150 países e 350 mil máquinas infectadas.

E pensar que até a NSA – Agência Nacional de Segurança, dos EUA, está envolvido no evento.

Isso porque tudo começou com uma vulnerabilidade no sistema operacional da Microsoft, o Windows. Essa vulnerabilidade foi exposta pelo grupo The Shadow Brokers em abril desse ano. A Microsoft, no entanto, já teria criado o patch de correção no mês anterior, em março.

Ou seja, os endpoints afetados pelo ataque global de ransomware estavam com seus Sistemas Operacionais Windows desatualizados.

Por isso uma das boas práticas de segurança contra ransomware seria ter um gerenciamento centralizado de patchs. Assim, é garantia de que o ambiente está com todas suas aplicações atualizadas e seguras.

A atualização existe justamente pra evitar que episódios como esse não ocorram.

Você pode conferir muitas outras dicas no nosso ebook, clique aqui ou na imagem acima.

Por que o nome zero-day?

O termo zero-day se refere, principalmente, ao fato de que os desenvolvedores são instruídos a resolverem qualquer vulnerabilidade que seja em menos de um dia desde a sua descoberta (ou seja, dia zero). 

Os hackers se aproveitam desse tipo de falha de segurança para explorar ao máximo a vulnerabilidade enquanto ela ainda não é solucionada.Ou seja, eles atacam antes que haja qualquer solução disponível para o problema.

As vulnerabilidades zero-day podem ser exploradas por meio de vírus, worms, trojans e vários tipos de malwares.

Todas essas formas de ataque são facilmente adquiridas por cibercriminosos na deep web.

Clandestinamente, grupos de hackers geralmente divulgam vulnerabilidades zero day enquanto empresas estão sendo atacadas, pois nessa fase, os profissionais têm dificuldades para lançar patches para corrigir o problema.

De acordo com o Symantec 2016 Internet Security Threat Report (ISTR) – confira aqui a curadoria da PROOF -, as vulnerabilidades zero-day aumentaram 125% entre os anos de 2014 e 2015.

Em 2014, de acordo com a Symantec, as empresas levaram, em média, 59 dias para criar e divulgar patches – bem mais que os quatro dias que levavam em 2013.

Além disso, à medida que as vulnerabilidades zero-day estão sendo descobertas, elas podem se tornar um produto de commodities. Por exemplo, o famoso grupo hacker “The Hacking Team” foi exposto em 2015 tendo pelo menos seis zero-days em sua carteira, confirmou a caracterização da caça por zero-days como sendo profissionalizada.

Como se proteger

Como não são detectáveis, combater as vulnerabilidades zero-day é um grande desafio para os profissionais de segurança da informação. Confira algumas dicas que preparamos para te ajudar a proteger seus ativos corporativos!

1. Mantenha sistemas atualizados

Essa prática já é conhecida de longa data dos profissionais de segurança da informação, ainda assim, o ambiente cada vez mais complexo das empresas tem tornado isso mais difícil.

Organizações que contam com sistemas operacionais atualizados já contam com uma grande vantagem contra as vulnerabilidades zero-day. Por outro lado, empresas que usam sistemas operacionais ultrapassados (muitas vezes, por causa de sistemas legados responsáveis por processos críticos), como o Windows XP, estão em séria desvantagem.

Como não recebe mais patches de segurança da Microsoft, proteger-se das vulnerabilidades zero-day com ele é praticamente impossível. No entanto, pra esse tão famoso caso do WanaCryptor, a Microsoft liberou patch de correção até para sistemas descontinuados, como é o caso do Windows XP.

Mas é claro que odas as aplicações usadas pela empresa devem estar atualizadas, não apenas o sistema operacional.

O Microsoft Office, por exemplo, conta com uma grande biblioteca de vulnerabilidades previamente descobertas que possam ter sido exploradas em algum momento, portanto, é essencial manter as atualizações em dia.

2. Use ferramentas de segurança eficientes

Mesmo que você mantenha seus sistemas atualizados, é importante contar com um framework estratégico de soluções de segurança da informação.

Os antivírus são essenciais, especialmente os que contam com escaneamento em tempo real, detecção de phishing e gerenciamento de senhas.

Apesar de essenciais, é importante destacar que os antivírus tradicionais não são capazes de combater vulnerabilidades zero-day sozinhos, pois dependem de uma lista de assinaturas estática para detectar ameaças.

Como o número de códigos maliciosos e sua velocidade de criação são enormes, o método de assinaturas é ineficiente contra vulnerabilidades zero-day. 

Para dar conta dessa lacuna, as empresas precisam de soluções mais modernas de segurança do endpoint, como os next-generation antivírus (NGAV).

NEXT GENERATION ANTI-VÍRUS

Como permanecem sob exploração até que sejam descobertos, as ferramentas tradicionais de segurança do endpoint baseadas em blacklists não são capazes de identificar e bloquear as ameaças que podem se aproveitar dessas falhas de segurança.

Por isso, uma série de fabricantes de segurança estão se destacando no mercado ao oferecer alternativas capazes de cobrir essa lacuna com produtos de próxima geração.

Os next-generation antivírus, ferramentas capazes de identificar comportamentos anômalos em processos de sistemas e bloqueá-los, impedindo, assim, que ameaças como ransomware se proliferem e que vulnerabilidades zero-day sejam usadas por hackers para atingir seus objetivos.

Esse tipo de tecnologia baseada em Inteligência Artificial e Machine Learning se tornam essenciais diante do contexto em que são produzidos mais de 1 milhão de novas instâncias de malware por dia. Imagina, assinatura pra isso tudo…

Vantagens de um NGAV no combate a vulnerabilidades zero-day

Os NGAV trabalham com um número variado de técnicas de prevenção, atuando, por meio do aprendizado de máquina, na definição do comportamento normal dos processos dos sistemas para identificar anormalidades e bloquear ações potencialmente maliciosas.

Assim, a solução garante que nenhuma possibilidade de execução do código malicioso e invasão seja levada adiante.

NGAV como o da Cylance inclue o monitoramento em tempo real e a análise de comportamento de aplicações e processos com base nas atividades normais do sistema, incluindo memória, disco, registro, rede e outros.

Esse método de detecção é efetivo contra o uso de vulnerabilidades zero-day porque a maioria dos ataques usando esse vetor começa usando os processos de sistema para mascarar as atividades e passar despercebida por outros softwares de segurança.

Se quiser entender melhor os benefícios de uma solução de NGAV, leia a íntegra de  7 razões para você mudar de um antivírus para um NGAV, ou baixe nosso ebook sobre a diferença entre um AV tradicional e um NGAV clicando na imagem abaixo.


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Gostou do conteúdo? Que tal dar uma olhada no nosso blog? 😉

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PROOF está se posicionando no mercado como uma empresa referência em segurança e produção de conteúdo relevante. Nosso objetivo é disseminar e compartilhar conhecimento para contribuir ao máximo no amadurecimento do mercado de segurança no Brasil. Isso porque, nós da PROOF, como uma empresa atenta às inovações do mercado de cibersegurança, estamos sempre nos atualizando das principais tendências tecnológicas do mundo, além dos novos vetores de ataque por parte da indústria do cibercrime.

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WANNACRY THREAT ANATOMY REPORT
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INFOGRÁFICO RANSOMWARE

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EBOOK RANSOMWARE

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Ransomware, o que você sabe sobre essa ameaça?

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Ransomware, o que você sabe sobre essa ameaça?

Ransomware, ransom + malware. Ransom, do inglês, é resgate. Enquanto “malware” é um malicious software (ou software malicioso). Só de ler o nome da ameaça, já é possível imaginar do que ela é capaz.

E você sabe quantos ataques de ransomware ocorreram nos últimos anos? 269 mil em 2014, 362 mil em 2015 e 463 mil em 2016. Depois do incidente de sexta, não serial irreal considerar que 2017 vá terminar bem pior.

Importante frisar estatísticas da Symantec são apenas da variante de crypto-ransomware, sem contar outras categorias menos populares como o Scareware e Lock-screen.

A ameaça é uma espécie de malware que se instala no sistema da vítima e restringe seu acesso a dados e programas.

Trata-se de uma espécie de “sequestro” dos dados, em que o único objetivo é cobrar da vítima um resgate para que ela possa acessar novamente suas informações e ter suas informações restauradas. 

Como o ataque começa?

Esse tipo de ataque geralmente começa com um e-mail contendo um malware anexado ou um link para um site malicioso, ou ainda um pop-up ad que aparece na tela do usuário, dizendo que ele foi infectado e que, para encontrar a solução, precisa clicar no link fornecido. 

Depois de cair no golpe, o usuário logo descobre que seu sistema foi invadido por algum malware que pode criptografar todos os dados no seu HD, tornando-o inutilizável, ou criar um novo registro master boot para o drive.

Logo aparece uma mensagem dos hackers exigindo o pagamento de uma quantia em bitcoins para fornecer a chave para descriptografar o arquivo e restaurar os sistemas. 

Como essa do ransomware WannaCrypt0r do famoso episódio de sexta-feira, 12 de maio.

O valor do resgate pode variar de acordo com o tipo de malware, podendo ultrapassar US$ 1000 por máquina, dependendo de empresa atacada. Nesse caso, os cibercriminosos pediram “apenas” US$ 300 dólares.

Dependendo do tipo de malware que atacou a organização, o ransomware pode vir ainda com recursos para pressionar a vítima para que pague rapidamente o resgate – como aumentar o valor do pagamento depois de um certo período de tempo, apagar uma quantidade específica de arquivos de tempos em tempos até que o resgate seja pago, ou ainda exibir imagens pornográficas aleatórias na tela (causando grande constrangimento no ambiente de trabalho, por exemplo). 

Novamente, nesse caso do WannaCry, o valor do resgate era válido por três dias. A partir do quarto, subia para 600 dólares e, se não fosse pago em até sete dias, os dados seriam corrompidos pra sempre.

Quer entender tudo sobre ransomware? Então baixe nosso eBook e saiba todos os detalhes da ameaça!

O bitcoin, a criptomoeda virtual que fica armazenada em carteira digitais na nuvem ou no computador do usuário, é sempre usado para pedir o pagamento do resgate, pois impede que os dados sejam rastreados. Se quiser entender mais, leia nosso artigo sobre Blockchain, a rede que valida as transações de bitcoin.

Existe ainda a possibilidade de os cibercriminosos não cumprirem sua promessa e simplesmente não oferecerem as chaves de descriptografia necessárias para restaurar os sistemas.

Vale lembrar que os ransomwares geralmente incluem um spyware que pode permanecer na rede mesmo depois de restaurar os sistemas, gravando teclas digitadas, movimentos do mouse e outros dados. 

Você deve se preocupar com o ransomware? 

Como esse tipo de software malicioso pode ser adquirido facilmente e traz grandes retornos para os cibercriminosos, o ransomware deve se tornar cada vez mais comum e destrutivo.

As vítimas geralmente pagam o valor pedido para obter acesso a seus dados, pois acham que é melhor do que gastar tempo e dinheiro tentando restabelecer os sistemas.

Dados divulgados pelo FBI este ano revelam que, nos Estados Unidos, as empresas gastaram mais de US$ 325 milhões com resgates de ransomware apenas nos três primeiros meses do ano – a estatística leva em conta apenas as perdas reportadas pelas vítimas. O ano terminou com prejuízo na casa do um bilhão de dólares.

Um relatório divulgado em junho deste ano pela PhishMe sugere que, no fim do mês de março, 93% das mensagens de phishing nos Estados Unidos continham ransomwares. Assustador, não?

E pensar que o phishing é o principal vetor de ataque pelo qual o ransomware é infectado nas máquinas

No Brasil, dados da Kaspersky estimam que o país seja o mais afetado pelos ataques de ransomware na América Latina e alguns casos recentes mostram o poder de destruição dessa ameaça em empresas de diversos tamanhos. 

Enquanto a Trend Micro caminha nas mesmas conclusões.

No segundo semestre de 2016, a Trend Micro fez uma pesquisa sobre ataques de Ransomware e consultou mais de 500 empresas brasileiras e da América Latina. O resultado foi que 51% das empresas brasileiras tiveram algum tipo de incidente em 2015.

Casos recentes 

Há, claro,  o famoso e recente caso do Ransomware Wanna Cry  do episódio dessa sexta-feira, 12 de maio.

Uma série de ataques em escala global fazendo uso de uma versão atualizada do crypto-ransomware, WanaCrypt0r 2.0 impactou organizações públicas e privadas ao redor do mundo, passando de 150 países e 200 mil máquinas infectadas.

Empresas como BBVA, KPMG, Teléfonica Espanha, Petrobras, até mesmo o INSS e o Ministério Público de São Paulo foram atacados. Muitos de seus funcionários foram instruídos a desligarem suas máquinas.

Mas também há outros casos conhecidos no mercado sobre infecções do malware.

Por exemplo, em fevereiro, hackers criptografaram dados do Hollywood Presbyterian Medical Center, em Los Angeles, deixando computadores offline por mais de uma semana até que os cibercriminossos recebessem US$ 17 mil.

Em março, o Methodist Hospital, no Kentucky, nos Estados Unidos, sofreu um caso semelhante – na ocasião, a empresa usou um backup e não pagou nada aos cibercriminosos. 

Na primeira semana do mês de junho, um relatório divulgado no veículo australiano The Sydney Morning Herald, revelou que pelo menos 10 mil pessoas tinham sido vítimas de um e-mail scam de ransomware que tentavam se passar pela empresa de energia australiana AGL.

As mensagens falsas foram enviadas aos clientes da empresa como se fossem boletos, pedindo para que fizessem download de uma cópia da conta, um arquivo fechado com ZIP. A ameaça, ao se instalar no computador das vítimas, exigia um pagamento de cerca de US$ 640. 

Em julho deste ano, por exemplo, o grupo Anonymous sequestrou dados da Anatel –  Agência Nacional de Telecomunicações.

No caso, em vez de pedir o pagamento de um resgate, o malware pediu um posicionamento mais firme da empresa sobre o fim da franquia de dados na internet, assunto que esteve em alta na mídia durante o período e revoltou usuários brasileiros. 

Como funciona o ransomware 

O funcionamento do ransomware pode variar de acordo com a variante usada pelo criminoso e pela família do malware.

Os vetores primários de infecção também podem mudar. Continue acompanhando o post e conheça as principais variantes, famílias e vetores de infecção do ransomware.

Variantes de ransomware 

  • Criptográfico: trata-se da forma mais clássica do ransomware. Malwares desse tipo podem criptografar todo o HD da vítima, e demandam o pagamento para fornecer a chave para descriptografar os arquivos. 
  • Lock-screen: esse malware trava o funcionamento da máquina na tela que exige o pagamento da vítima. Em alguns casos, o cibercriminoso tenta se passar por um órgão governamental cobrando uma multa. 
  • Scareware: essa variante de ransomware indica erroneamente que o computador da vítima está com problemas e exige um pagamento para solucioná-los. O computador continuará funcionando, mas a vítima receberá uma série de alertas e não conseguirá acessar alguns programas. 

Vetores de ataque de ransomware 

  • Malvertising: Campanhas maliciosas iludem a vítima para que clique em anúncios que levam a páginas falsas. Baixe o plugin do AdBlock aqui.
  • Outros computadores infectados: Os ransomwares infectam facilmente outros arquivos dentro da rede. Separe sua rede!
  • “Cracks” piratas: Cracks ou keygens presentes em sites de torrent podem também infectar a máquina com ransomware. Diga não a pirataria. 

Principais famílias de ransomware 

  • Cerber: O ransomware Cerber é distribuído por meio de e-mails de spam. Depois de infectar arquivos, ele adiciona extensão “.cerber” e pede que o pagamento do resgate seja feito em até 7 dias. 
  • Cryptolocker: Usa técnicas de engenharia social para persuadir a vítima a fazer download do malware. Quando o usuário abre o arquivo malicioso, o ransomware gera uma série de chaves de criptografia.
  • Cryptowall: Quando se instala na máquina, a ameaça comprime um código binário com uma série de instruções que dão a ele a capacidade de burlar o antivírus e criptografar os arquivos. 
  • Jigsaw: O nome faz referência ao personagem da franquia Jogos Mortais. A ameaça deleta arquivos de hora em hora para pressionar a vítima a pagar o resgate o mais rápido possível. 
  • Locky: O ransomware, que se espalha por meio de campanhas de spam e sites comprometidos, adiciona a extensão “.locky” aos arquivos criptografados. 
  • Petya: Essa variante de ransomware, que se espalha por meio de um link do Dropbox, é capaz de criptografar um HD inteiro de uma só vez. Profissionais de RH são seu principal alvo. 
  • Wanna Cry: Os ataques WanaCrypt0r iniciam seu ciclo a uma organização através de um ataque de phishing via e-mail que inclui um link ou documento PDF maliciosos. O ataque de phishing, obtendo sucesso, resulta na entrega do ransomware WanaCrypt0r na máquina local e consequente tentative de espalhar-se em larga escala na rede utilizando protocolo SMB, atacando a vulnerabilidade ‘EternalBlue’ (CVE-2017-0144) em sistemas operacionais Windows e que foi corrigida pela Microsoft em março de 2017 com o patch MS17-010. 

Proteja-se do ransomware 

Para evitar os ataques de ransomware, as empresas precisam investir cada vez mais em segurança, especialmente em ferramentas de prevenção, pois pouco pode ser feito depois que o ransomware já está na rede. 

Os softwares de próxima geração, como o next-generation antivirus (NGAV), são mais efetivos contra o ransomware do que as ferramentas tradicionais, que dependem de blacklists e detecções dinâmicas.

Além de soluções mais modernas de prevenção, processos eficazes de backup e restauração de dados podem salvar a empresa nesses momentos.

Com uma boa estratégia de backup, basta limpar o malware e restaurar os sistemas sem ter que pagar o resgate.
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10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE RANSOMWARE

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