Spear Phishing: Uma das ameaças mais efetivas

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Spear Phishing: uma das ameaças mais efetivas
 

O que é Spear Phishing?

 Spear phishing é um ataque  de phishing pequeno e direcionado, focado em uma pessoa, grupo de pessoas, ou organização específica com o objetivo de penetrar suas defesas. 

É executado após um processo de pesquisa sobre o alvo e tem algum componente personalizado através de engenharia social inteligente e relevante, projetado para fazer o alvo executar alguma ação contra seus próprios interesses (como clicar em um link ou baixar um arquivo malicioso, ou até efetuar transferências bancárias). 

Normalmente esses ataques têm origem em alguma fonte confiável para o usuário – como um e-mail ou website com o qual ele habitualmente interage – e que tenha sido comprometida, ou pela qual o atacante esteja se passando. 

Por exemplo, se você vai participar de algum evento em São Paulo, mas faz check-in no Facebook no Rio de Janeiro, um atacante pode te enviar a seguinte mensagem: “Oi, Sérgio! Soube que você está indo para São Paulo na semana que vem.Enquanto você estiver lá, vale a pena visitar esse restaurante maravilhoso, tenho certeza de que você vai gostar!” 

Nesse caso, a mensagem de e-mail ou em redes sociais (link de post de redes sociais) – onde os ataques são cada vez mais comuns – pode vir acompanhada de um link para o site do suposto restaurante, ou um PDF do suposto cardápio, ambos, claro, maliciosos. 

Por um lado, um ataque de phishing comum pode ser algo como “você é o usuário número X do nosso serviço, clique aqui e insira seus dados para obter seu prêmio”, uma mensagem genérica, enviada a uma imensa base de vítimas.

Já o spear phishing, por ser baseado em pesquisa e orientado por engenharia social, costuma se dirigir à vítima por nome e/ou cargo e tratando sobre um assunto que interesse ou seja pertinente ao contexto da vítima.

O Spear phishing é muito mais difícil de detectar do que o phishing comum

Assim, é muito mais difícil não só de ser identificado, como também reportado (tornando-se conhecido), do que um ataque de phishing comum, porque levanta menos suspeitas já que é direcionado e atinge um número menor de vítimas em potencial a cada campanha, quando comparado ao phishing regular. 

Ataques como estes têm por objetivo roubar informações pessoais como login, senhas, dados do cartão de crédito, ou mesmo dados sensíveis de uma organização, como sua base de clientes e contatos, dados desses clientes, e dados internos da organização em si.  

Quando os ataques são bem-sucedidos e as informações são efetivamente roubadas, elas podem ser usadas para manipular preços de ações, efetuar transferências bancárias, assumir identidades, revelar segredos industriais ou governamentais, espionar concorrência, dentre outras possibilidades.  

Diversas formas de ataque…

 Além de vir por mensagens personalizadas, que podem chegar por e-mail ou redes sociais, por exemplo, spear phishing pode ser conduzido aproveitando-se de um watering hole em websites comprometidos, explorando vulnerabilidades zero-day altamente cobiçadas.  

Um ataque watering hole é um exploit de segurança em que o atacante procura comprometer um grupo específico de usuários finais (como o time financeiro de determinada empresa, ou o departamento de inspeção de uma agência governamental específica), infectando sites que eles normalmente visitam. 

O objetivo é infectar o computador de um usuário-alvo e obter acesso à rede no local de trabalho do mesmo. O termo “zero-day” refere-se à natureza desconhecida da vulnerabilidade (a não ser para os hackers). Este ponto cego de segurança é então explorado por hackers antes que o servidor tenha conhecimento e possa corrigi-lo. 

Vale lembrar que o atacante nem sempre rouba seus dados na hora, às vezes o spear phishing é porta de entrada para um ataque ainda pior: segundo a TrendMicro91% dos ciberataques com alvo específico começam com um email de spear phishing, sendo eles a isca mais comum de infiltração de Ameaças Avançadas e Persistentes (APTs).

Spear Phishing é o maior vetor de advanced persistent threats

APTs usam malwares sofisticados para permanecerem numa rede por muito tempo, adaptando-se às defesas dela de modo a permanecer não-detectado enquanto procura a melhor forma de obter as informações cobiçadas. 

Os ataques APTs que entram em uma organização através spear phishing representam uma mudança clara na estratégia dos cibercriminosos.

Eles não precisam mais de campanhas de spam em massa já que a efetividade de um ataque de spear phishing bem feito é muito maior, sendo ele essencial para fazer com que indivíduos com acesso privilegiado (que normalmente têm algum treinamento de boas práticas de segurança) sejam fisgados pela fraude que parece ser completamente legítima.
 

Os segmentos mais afetados

 Ainda de acordo com a TrendMicro, em contextos de empresas ou organizações governamentais, as pessoas normalmente compartilham arquivos (como relatórios, documentos, e currículos) por e-mail, já que fazer download da internet é mal visto. Por isso, esse tipo de lugar recebe mais spear phishing por anexo de email do que qualquer outro meio. 

Já os sem anexos, com link para download de um arquivo, por exemplo, costumam ser enviados para organizações não-governamentais, grupos de ativistas e organizações internacionais que ficam localizadas em diversos pontos ao redor do mundo, de modo que um link para download de arquivo de localização remota não parece suspeito. 

Governos, ativistas, e empresas do setor financeiro são as três verticais mais afetadas por ataques de spear phishing como meio para uma APT.

Isso se dá, provavelmente, por conta da quantidade de informações publicamente disponíveis sobre estas organizações, inclusive as de contato direto e sobre seus colaboradores. 

Entretanto, negócios menores, com menos defesas e menos preparação de segurança, são alvos mais fáceis para conseguir quantias de dinheiro rapidamente, e os ataques contra as pequenas empresas continuaram a crescer.

Um dos métodos mais comuns nestes casos, chamamos também de CEO Fraud ou Whaling. São ataques de spear phishing focados em equipes financeiras e de contabilidade, afirmando partirem do CEO, requisitando transferências de grandes quantidades de dinheiro.

Nenhum negócio está livre do risco

Isso mostra que nenhum negócio é sem risco. Atacantes motivados puramente por lucro podem ser tão tecnicamente sofisticados e bem organizados como qualquer instituição patrocinada por governos, para ataques de cunho político.
 

Para começar a se proteger 

Deve-se sempre lembrar que os atacantes só têm que ter sucesso uma vez, enquanto as empresas devem bloquear múltiplas tentativas de ataque para permanecerem seguras. As empresas devem começar a pensar sobre o que fazer quando (e não “se”) tal violação ocorrer. A primeira dica, portanto, é: assuma que você será atacado. 

Porém, a maioria das soluções tradicionais não está preparada para lidar com as ameaças avançadas, como ransomwaresspear phishingvulnerabilidades zero-day e APTs. Antes que um antivírus tradicional possa detectar e parar um ataque, o ransomware já criptografou todos os arquivos e bloqueou o acesso ao sistema. Nesse sentido, os softwares de próxima geração, ou next-generation antivirussão as melhores ferramentas para proteger o seu negócio. 

NGAV tem uma visão centrada no sistema de segurança de endpoint, examinando todos os processos em cada extremidade para detectar e bloquear as ferramentas, táticas, técnicas e procedimentos maliciosos usados pelos atacantes, através de algoritmos, o que o torna mais adequado para lidar com esse tipo de ameaça complexa. 

Entretanto, vale lembrar que uma plataforma de TI só é segura até onde os usuários fazem dela segura. Em outras palavras, você é tão seguro quanto o seu elo mais fraco, que, já sabemos, na maioria esmagadora das vezes, é o fator humano.

Por isso, os funcionários precisam ser treinados devidamente quando o assunto é segurança. Conscientização de segurança deve ser a sua primeira linha de defesa contra todos os tipos de phishingspear phishing, e outras diversas ameaças contra a segurança da sua empresa. 

Cibercriminosos estão aumentando seus recursos para explorar qualquer informação pessoal descoberta através de engenharia social.

A partir do momento em que qualquer um pode virar um alvo de um ataque de spear phishing, combater esta ameaça requer treinamentos de conscientização contínuos para todos os usuários para que, por exemplo, eles sejam cuidadosos com o que eles compartilham, de modo que evitem revelar informações pessoais online para não se tornarem vítimas de roubo de identidade. 

Um exemplo recente de ataque de phishing

No início de 2018, a Politico reportou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos (United States Department of State) teria enviado um alerta a seus funcionários sobre uma ‘tsunami’ de mensagens maliciosas para levar colaboradores a abrirem as portas para hackers. 

De acordo com a mensagem enviada pelo Departamento de Estado, os cibercriminosos estavam usando como assunto do e-mail de spear phishing uma menção a uma conferência de ciências políticas, ou uma conferência de tecnologia, de modo a tentar as vítimas a clicarem nos links para download de anexos infectados. Outros assuntos ainda mencionavam segredos de mercado financeiro. 

Na época, o Departamento de Estado não confirmou se havia ou não enviado o alerta, mas declarou que seus funcionários são frequentemente alertados em treinamentos de cibersegurança e por notificações a estarem sempre alertas para atividades suspeitas que podem ter o Departamento de Estado como alvo. 

Como vimos, funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos precisam ser treinados em cibersegurança, fazer treinamentos regulares, e estarem alertas e conscientizados… e os seus estão preparados? E você? 

E, por isso, a segunda dica é… 

 …Conscientização! Ela é a chave para a proteção. Isso porque não há firewall que impeça um ser humano de ser vítima de um golpe de engenharia social, ou de descuido e distração, ou mesmo de ter uma iniciativa maliciosaA forma como agimos e nos comportamos é a única maneira de nos resguardarmos.

Conscientização é a chave para a proteção

Para isso, fique atento a algumas medidas fundamentais: 

  • Usar senhas fortes: são as que contêm letras maiúsculas e minúsculas, números, e caracteres especiais. Elas demoram muito mais para serem quebradas por programas e algoritmos; 
  • Altere suas senhas com frequência; 
  • Não use a mesma senha para mais de um aplicativo, sistema ou website: uma para cada login, já que ter senhas variadas impede a exposição de todas as suas contas se uma delas vazar; 
  • Tenha um gerenciador de senhas para administrar senhas fortes e variadas sem precisar decorá-las, de modo que você pode gerar novas senhas aleatoriamente (que não significam nada para você e não serão adivinhadas por engenharia social), além de não precisar anotar em uma planilha ou até em um papelzinho, e pode inseri-las automaticamente; 
  • Use um gerenciador de senhas para compartilhar informações de login com segurança e privacidade com o time; 
  • Não clicar em links suspeitos: ao passar o cursor do mouse em cima de um hiperlink, você verá seu URL. Se for encurtado (bit.ly), por exemplo, pode ser uma fraude. 
  • Não abrir anexos não solicitados: eles podem possuir malwares ou documentação falsa, como um boleto fraudulento; 

Pode parecer muita coisa para se lembrar, muito trabalho a fazer, mas na verdade, tudo isso é uma questão de hábito, que será facilitada pela atuação de um programa de conscientização sólido, como o PSAP da PROOF.  

Ter a certeza de que seus funcionários estão atentos e conscientes faz de um programa de conscientização um recurso valioso para garantir que toda a empresa receba treinamento, educação e conscientização apropriados em consonância com as políticas e procedimentos organizacionais da empresa.
 

Conclusão 

spear phishing vem crescendo e se diversificando: não atinge mais apenas organizações gigantes, governos, e ativistas. Muito pelo contrário, é um método extremamente efetivo contra pequenos e médios negócios que ainda caminham os primeiros passos em direção a boas práticas de segurança. 

Ninguém está livre e todos são alvos. Muitas vezes o spear phishing não se encerra no ataque, roubo e publicação da informação, porque como vimos, é o maior vetor de APTs atual, e os riscos associados são substanciais.

São muito mais difíceis de serem identificados por sua característica de foco e especificidade e, por isso, são muito mais efetivos que o phishing comum. 

Apesar de ser uma ameaça amplamente conhecida, da qual conhecemos muitos métodos, técnicas e ferramentas, muitas pessoas e organizações continuam caindo e os números relativos aos prejuízos gerados – tanto em valor quanto em quantidade – continuam a aumentar.

Isso mostra o despreparo que ainda existe, enfatizando a importância do treinamento e capacitação dos colaboradores no que diz respeito à identificação de ameaças modernas e complexas como essa. 

Não há questão de ‘se’ alguém pode ser vítima de cibercrime e, especialmente, do cada vez mais popular spear phishing; e sim de ‘quando’.

Mas não há ferramenta digital – seja antivírus ou firewall – que funcione contra engenharia social. Seus colaboradores estão afiados? Você conhece as ameaças? Você está preparado? 
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Gostou do conteúdo? Que tal dar uma olhada no nosso blog? 😉

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PROOF está se posicionando no mercado como uma empresa referência em segurança e produção de conteúdo relevante. Nosso objetivo é disseminar e compartilhar conhecimento para contribuir ao máximo no amadurecimento do mercado de segurança no Brasil. Isso porque, nós da PROOF, como uma empresa atenta às inovações do mercado de cibersegurança, estamos sempre nos atualizando das principais tendências tecnológicas do mundo, além dos novos vetores de ataque por parte da indústria do cibercrime.

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PHISHING NO PERÍODO DE IMPOSTO DE RENDA

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PHISHING CALENDAR

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PHISHING FACTS

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Segurança em redes sociais: marcas, privacidade, e reputação. Seu negócio está blindado?

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Segurança em redes sociais: marcas, privacidade, e reputação. Seu negócio está blindado?

As redes sociais são uma das maiores revoluções da comunicação moderna. Pessoas se conectam com uma facilidade sem precedentes, e, obviamente, empresas e estratégias de marketing surfam esta mesma onda de facilidade de comunicação e conexão. 

Mídias sociais podem ser plataformas riquíssimas para construir relações sólidas com sua base de clientes não só pela facilidade imediata de comunicação, mas pela possibilidade de atingir uma base enorme de pessoas. 

Entretanto, nem tudo são flores no reino das social medias, e com um grande número de usuários, vêm grandes vulnerabilidades. Segurança em redes sociais é fundamental para proteção da informação da empresa, se estendendo, inclusive, à sua imagem, reputação no mercado, e à privacidade de seus clientes. 

Em relação a números, o Facebook, só para citar um exemplo bem familiar, contabiliza bilhões de usuários.

Já em relação a relevância, as redes sociais têm, hoje, papel fundamental na vida de todos, já que além do compartilhamento de milhares de memes, estão influenciando relacionamentos, eleições, revoluções, e relações comerciais e profissionais.

Por isso mesmo, muitos clientes estão engajados com marcas online, seja para acompanhar as que já gostam, reclamar de serviços e produtos, ou ficar atualizado em relação a ofertas; assim, as redes sociais mostram-se uma plataforma importantíssima de comunicação de negócios. 

Mas isso você já sabia, e são grandes as chances de que parte do seu orçamento de marketing seja direcionado para comunicação em mídias sociais; mas e com a segurança em redes sociais, você se preocupa? Toda nova tecnologia ou processo adotado por um negócio deve ser protegido, como é de boa prática. 

E com as redes sociais, isso não é diferente, afinal, é onde as pessoas passarão mais de 5 anos de suas vidas, de acordo com a MediaThinx. Mesmo assim, muitas empresas ainda não percebem a importância urgente da segurança em redes sociais.

Partindo do pressuposto que redes sociais aproximam a comunicação entre pessoas e entre marcas e clientes por seu caráter relacional, elas são também um campo aberto de ataque onde hackers estão virtualmente muito mais próximos de suas vítimas do que jamais estiveram.

As relações estabelecidas nessas plataformas são de confiança e de troca, o que torna as pessoas muito mais propensas a acreditarem na legitimidade de mensagens e postagens em redes sociais. 

E por que isso é relevante? 

Bem, de acordo com a Norton, mais de um terço dos funcionários de uma empresa aceita pedidos de amizade de pessoas que não conhecem em redes sociais.

De acordo com relatório da Ciscogolpes em redes sociais são a maneira mais comum de se penetrar uma rede. Com as informações corretas sobre o usuário, normalmente disponíveis publicamente em redes sociais (como hobbies, interesses, área de atuação, família e amigos), atacantes podem criar ataques de engenharia social ou de spear phishing, por exemplo, feitos sob medida para ele.  

Assim, o comportamento de colaboradores em redes sociais tem o potencial de comprometer a segurança de sua rede interna. Pior ainda, de acordo com a Symantec, incidentes ocorridos em mídias sociais configuram um prejuízo médio de quase 4 milhões às organizações que sofrem ataques ou deslizes de imagem. 

Outro complicador desse processo é o uso de múltiplos aparelhos na rede da empresa. Colaboradores acessam redes sociais não apenas nos computadores da empresa, mas também em seus dispositivos pessoais, como smartphones, tablets, e laptops. Ainda assim, estes estão conectados à rede da empresa e podem ser vetores de entrada de ataques via redes sociais.

É por essa razão que é tão importante que seus funcionários – inclusive altos executivos, que podem ser alvo de spear phishing (link) em redes sociais – estejam preparados para atuar contra as mais diversas ameaças de segurança que encontrarão todos dias 

Para isso, um programa de conscientização de segurança da informação é essencial para que seus hábitos possam ser de fato impactados ao aprenderem a se portar de acordo com as boas práticas, inclusive quando se fala de segurança em redes sociais. 

Alguns passos para orientar o comportamento de seus colaboradores no uso de redes sociais são: 

  • No Facebook, remova aplicativos fora de uso ou que não se lembra de ter permitido acesso; 
  • Só aceite pedidos de amizade no Facebook e conexões no LinkedIn de pessoas que você tem certeza que conhece; 
  • No Facebook, cheque notificações de aniversário todos os dias – elas são um ótimo atalho para se lembrar de quem integra sua rede e se essas pessoas são ou não relevantes para você; 
  • Principalmente no Twitter, uma das redes sociais mais públicas, não poste imagens que indiquem que você está fora de casa ou do trabalho por longos períodos; 
  • No Twitter, só siga pessoas que você conhece e em que confia – e apenas marcas e celebridades verificadas; 
  • No LinkedIn, cuidado com mensagens de recrutamento que contenham links, peçam informações pessoais, ou exijam pagamento; 
  • Em todas as redes, fique ligado para identificar contas falsas e posts fraudulentos, e não abra links enviados por contas desconhecidas, ou arquivos não-solicitados. 

 

Pronto, agora sua empresa estará completamente blindada contra incidentes em redes sociais, certo? Errado. 

 De fato, menos vulnerabilidades serão exploradas, porque você já terá começado a se proteger. Mas nem só de golpes direcionados a colaboradores se fazem incidentes em redes sociais.

Há muitos outros tipos de percalços gerados à sua empresa em redes sociais com os quais você tem de se preocupar. O maior deles é o dano à imagem e reputação da sua empresa. 

Claro que se sua rede for invadida e informações forem vazadas por conta de um ataque de phishing isso também gera um dano monstruoso à reputação da empresa, mas estamos falando aqui de outros tipos de golpe ou até deslizes de dentro da empresa que poderiam ser prevenidos ou resolvidos mantendo boas práticas de segurança em redes sociais. Isso inclui incidentes como:

  • Um funcionário ou ex-funcionário insatisfeito usa perfis da empresa aos quais ainda tem acesso para publicar conteúdo ofensivo ou calunioso; 
  • Um perfil falso que alega ser da empresa recolhe informações ou aplica golpes em clientes; 
  • Funcionários que usam redes sociais para se comunicar sobre assuntos internos da empresa; 
  • Um CFO que publica que está saindo satisfeito de uma reunião de orçamento que, revelando uma informação sensível; 
  • Ou o efetivo sequestro de um perfil de rede social de uma marca (o pior cenário possível). 

 Assim, o monitoramento de todos esses aspectos mostra-se fundamental, já que ataques em redes sociais podem ser extremamente danosos às 3 maiores categorias de risco de segurança que uma empresa enfrenta: privacidade, informação, e de reputação. 

Alguns dos danos citados podem ser considerados deslizes cometidos por colaboradores, como o caso do CFO ou dos funcionários que usam redes para comunicação de assuntos de trabalho, o que pode ser resolvido com um programa de conscientização como o PROOF Security Awareness Program, que inclui material sobre segurança em redes sociais. 

Contudo, outros exemplos apontados dizem respeito a algo que parece fora do controle das marcas: fraudes em que uma conta se passa pela conta oficial de uma empresa e assim se relaciona com seus clientes. Nesses casos, contas se mascaram de marcas reais – usam logo, nome – e interagem com seus seguidores e com possíveis clientes com o intuito de extorquir ou roubar dados ou dinheiro. 

Assim, não só os possíveis clientes são afetados, mas também aqueles que já interagem com e seguem a marca. Mesmo que depois descubram o golpe e provem que a marca não teve relação com isso, as pessoas afetadas passam a associar a empresa à experiência negativa pela qual passaram. 

Golpistas normalmente tentam se passar por áreas como suporte técnico, aquisição de talentos, e comercial (com ofertas promocionais e cupons falsos, por exemplo). Golpes que envolvem processos de recrutamento, por exemplo, são aqueles que fingem ser de empresas de grande procura, em indústrias como petróleo e gás, mercado financeiro e tecnologia, e que cobram taxas de inscrição em processos seletivos que na verdade não existem ou para supostamente inscrever currículos em bancos de dados.

Por esta razão é importante que empresas sempre sejam claras e informem publicamente sobre seus processos de seleção e se cobram por eles ou não.

Ataques específicos e direcionados (link pro artigo spear phishing) costumam ser os mais efetivos, e redes sociais são uma excelente ferramenta de segmentação de base de usuários. Assim, baseado nas informações publicadas por perfis pessoais de clientes de empresas, golpistas podem identificar o tipo de pessoa que é cliente de uma empresa, ou até subdividir a base em personas e assim fazer ações sob medida para cada tipo de público e tornar seus ataques ainda mais eficientes. Deste modo, o ciclo de ataque é também mais rápido e os criminosos podem inclusive sumir com mais rapidez depois de executados os golpes.

Identificar essas contas falsas pode ser muito complexo, pois elas podem ser criadas, executadas, e ter seus rastros apagados em intervalo de poucos dias ou horas. São ataques que atraem as pessoas por oferecerem algum tipo de vantagem, seja ela financeira ou de outra natureza, fazendo uso da credibilidade conferida pela identidade visual e nome de uma marca para passar a impressão de legitimidade.

Por isso ferramentas de automação podem ser uma boa solução. Elas analisam nomes de contas, nomes de usuário, campo de biografia, foto de perfil e de capa e outros fatores em tempo real e em escala para determinar se é uma conta falsa e maliciosa, ou apenas de fã ou paródia, por exemplo. 

Com isso, a empresa pode formalmente requerer que as plataformas tomem providências para desativar contas fradulentas que podem ser prejudiciais à sua imagem, contribuindo assim para um ambiente online mais saudável e tornando a segurança em redes sociais mais robusta para todos.
 

De novo, no entanto, não para por aí. 

Você achou mesmo que uma rede que oferece tantos recursos positivos, como estabelecer contato com pessoas ao redor do mundo, apagando fronteiras de distância, oferecendo uma extensa variedade de vídeos de gatinhos e de fotos constrangedoras, não teria também um potencial imenso para problemas?

Um dos tipos mais curiosos de golpe, e aí a empresa em si pode cair (e não apenas ser vítima por atividade de terceiros), se dá quando atacantes fingem ser os próprios sites das redes sociais, oferecendo a possibilidade de verificação da conta do negócio (o ícone que faz a distinção entre marcas e usuários reais e possíveis paródias ou perfis falsos), mas são na verdade ações de phishing para contas corporativas. 

Nesses casos, é possível que as informações fornecidas sejam suficientes para se ganhar acesso aos perfis empresariais, e assim tem-se em mãos um incidente de highjacking.

Highjacking é o pior cenário de todos: quando sua maior arma de construção de marca vira-se contra você. É quando a conta ou perfil da marca é sequestrado, tomado, por cibercriminosos. Este tipo de acontecimento destrói a confiança dos clientes na marca e em suas práticas de segurança. 

Como confiar suas informações pessoais a uma empresa que sequer consegue proteger os próprios dados? Toda relação se baseia em confiança, e a relação entre cliente/usuário e marca não é diferente. E isso é ainda mais grave em indústrias onde a privacidade e a segurança da informação são da natureza do negócio, como em indústrias de finanças, saúde, e comércio eletrônico, por exemplo. 

Ademais, para mitigar o dano gerado pela perda de confiança, passa-se por uma crise de relações públicas com altos custos de recursos valiosos, como tempo, seguidores, engajamento, e dinheiro. 

Por isso, é sempre bom saber algumas das medidas que podem ser tomadas para garantir a segurança em redes sociais para contas e perfis do negócio, não apenas dos colaboradores, lembrando sempre da máxima: quanto mais pessoas têm acesso a qualquer sistema ou conta, maior o risco ao qual está exposto. 

Os itens que listamos no começo do artigo para segurança em redes sociais de indivíduos também se aplicam nessa realidade, mas vale ressaltar mais alguns pontos: 

  • Tenha senhas fortes, de preferência com o apoio de um gerenciador de senhas, e altere-as com frequência; 
  • Use um gerenciador de senhas para compartilhar informações de login com segurança e privacidade com o time; 
  • Use autenticação de dois fatores; 
  • Use uma plataforma de gerenciamento de redes sociais para concentrar todas as atividades de publicação em uma única fonte; 
  • Lembre-se que tudo que é postado é público e está disponível para toda a rede; 
  • Não clique em mensagens suspeitas ou pedidos de conexão de aplicativos não-solicitados; 
  • Verifique se o site da rede social onde você está fazendo login é legítimo; 
  • Configure medidas de monitoramento dos perfis e contas (assim como se faz com redes e sistemas).

Por fim, estar preparado é a chave para estar protegido. Por isso, ter colaboradores conscientizados acerca das boas práticas de segurança, e estabelecer diretrizes de segurança em redes sociais (inclusive planos de reação e contingência) na Política de Segurança da Informação da empresa (e mantê-lo atualizado) são os passos mais fundamentais que seu negócio deve tomar para garantir a privacidade de seus dados e de seus clientes, e sua reputação íntegra nesse ambiente tão rico de comunicação e construção de marca que são as redes sociais.
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Você sabe a diferença entre um programa e uma campanha de conscientização?

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Você sabe a diferença entre um programa e uma campanha de conscientização de segurança?

É de conhecimento geral que nem todas as empresas dedicam orçamentos adequados para segurança da informação. Mesmo as que investem em segurança, pouco alocam seus recursos para ações voltadas à educação de seus usuários.

Até mesmo as empresas com mais maturidade, que possuem práticas orientadas à capacitação de seus colaboradores, não entendem a diferença entre um programa e uma campanha de conscientização.

Entender essa diferenciação e aplicar no contexto que melhor se encaixa pra realidade da empresa é fundamental para promover a conscientização de forma assertiva.

Isso porque cada um tem seu propósito, e ambos são eficientes para o que se propõem a fazer. Para clarear a diferença entre uma campanha e um programa, vamos pensar em uma analogia com a proteção da saúde:

Muitas vezes ouvimos por aí algo sobre uma campanha de vacinação ocorrendo em postos de saúde. Essas campanhas cumprem seus objetivos muito bem: as pessoas são chamadas a se vacinarem, são vacinadas, e estão imunizadas. Um exemplo seria a Campanha Nacional de Vacinação Anual Contra a Poliomielite.

Isto é diferente de um programa de vacinação, como o Programa Nacional de Imunizações. O programa coordena diversas iniciativas que contribuem para um objetivo mais abrangente: a imunização por prevenção de diversas doenças.

O programa compreende atividades coordenadas que são planejadas de acordo com as melhores especificações médicas e as necessidades da população em questão.

De acordo com o próprio Ministério da Saúde“O PNI (Programa Nacional de Imunizações) define os calendários de vacinação considerando a situação epidemiológica, o risco, a vulnerabilidade e as especificidades sociais, com orientações específicas para crianças, adolescentes, adultos, gestantes, idosos e povos indígenas. E, para que o programa continue representando um sucesso na saúde pública, cada vez mais esforços devem ser despendidos.  Todas as doenças prevenidas pelas vacinas que constam no calendário de vacinação, se não forem alvo de ações prioritárias, podem voltar a se tornar recorrentes.”

Com isso, é possível perceber que a diferença entre uma campanha de conscientização e um programa, é que o programa é uma atividade constante e essencial para a prevenção de doenças e proteção da saúde. Já as campanhas são pontuais (mesmo que eventualmente se repitam), e localizadas no tempo. Campanhas, por definição, são datadas e têm começo, meio, e fim.

 Os programas, por outro lado, baseiam-se em:

Continuidade – programas perduram no tempo e são um esforço contínuo para um objetivo. É uma situação na qual o público está envolvido e sendo impactado por um longo período de tempo, sem interrupções no processo lógico;

Manutenção – um programa deve ser cuidadosamente mantido, isto é, estar de acordo com as necessidades do público envolvido e com aquilo que é necessário para seu bom funcionamento e perfeita conservação. Como é duradouro e contínuo, ele precisa se manter útil e íntegro com a passagem do tempo;

Ritmo – os programas costumam ser subdivididos, com ciclos de atividades que fazem sentido em conjunto e em determinada fase lógica do processo, mas que são integradas para estruturar o cenário completo. Cada um desses ciclos tem seu tempo pensado para não exaurir as atividades do programa e mantê-lo relevante;

Reavaliação – por falar em relevância, para se manter útil e cada vez melhor, como um programa é contínuo e tem de ser mantido, ele precisa ser reavaliado, como a cada ciclo, seguindo seu ritmo, por exemplo. Assim, pode-se ter uma melhor noção do que deu certo, do que pode ser adaptado e repensado para cada caso e como ele pode estar sempre em seu estado da arte para o que se propõe a alcançar.

Isso faz com que programas sejam adaptáveis ao cenário de necessidades que se apresentam, e por isso têm resultados mais sólidos.

Vale lembrar também que o planejamento de programas muitas vezes inclui campanhas que quando bem combinadas podem contribuir para a estrutura e os objetivos do programa.

Por esta razão, a campanha de conscientização é mais apropriada a iniciativas pontuais e diretas.

Já os programas são adequados para projetos que almejam objetivos duradouros a médio/longo prazo (que envolvem hábitos e comportamentos, por exemplo), e são executados de forma mais gradual.

A saúde da sua segurança

Entender melhor a diferença entre uma campanha e um programa é essencial para saber o que é melhor para seu negócio quando se trata de segurança da informação. Mas antes de nos aprofundarmos nisso, é preciso falar um pouco sobre ameaças.

Assim como a proteção da sua saúde, a Segurança da Informação não depende só da proteção contra ameaças externas. Existem ataques (assim como doenças) para os quais não há vacinas, e a prevenção tem que ser ativa e partir de você.

Quando falamos de higiene, algumas das iniciativas que você pode tomar para se proteger são:

  • Lavar as mãos com regularidade, em especial ao chegar da rua ou antes de comer, assim como antes e depois de ir ao banheiro;
  • Usar álcool gel;
  • Usar lenços e máscaras descartáveis quando se está doente;
  • Não compartilhar copos ou talheres;
  • Usar preservativos.

Sobre higiene, a maior parte das pessoas sabe por que cada uma das medidas mencionadas é importante para cuidar da saúde e prevenir doenças. Embora devessem também saber a razão de cada um dos passos descritos ser importante para a segurança da informação, isso nem sempre fica muito claro.

Em questão de segurança, algumas dicas para se prevenir contra ameaças são:

  • Bloquear sua máquina ao sair de sua estação de trabalho: seja para ir ao banheiro, tomar um café, pegar um documento na impressora, almoçar, ir a outra sala ou setor; sempre bloqueie sua máquina (o atalho Windows + L faz isso) e não se exponha à possibilidade de que manipulem sua máquina sem sua supervisão;
  • Habilitar autenticação em dois fatores: neste caso, para acessar suas contas, mais do que ter a sua senha, ainda precisaria de sua autorização pelo celular, por exemplo, para se logar. Isso aumenta consideravelmente o seu nível de segurança;
  • Não clicar em links suspeitos: ao passar o cursor do mouse em cima de um hiperlink, você verá a URL na qual será redirecionado. Se a URL for suspeita, ou tiver sido utilizada em encurtador de link (bit.ly, entre outros), desconfie. Existem ferramentas que avaliam a reputação do site (VirusTotal e o  Kaspersky VirusDesk) e desvendam o link original do encurtador (WhereGoes? ou Redirect Detective);
  • Não abrir anexos não solicitados: eles podem possuir malwares ou documentação falsa, como um boleto fraudulento;
  • Não compartilhar credenciais: jamais compartilhe seus credenciais de acesso com outras pessoas, isso previne que terceiros possam logar na sua máquina na sua ausência. Se precisar fazer, use um gerenciador de senhas (Dashlane ou LastPass) para compartilhar as credenciais com direitos limitados, por exemplo;
  • Utilizar senhas fortes: são as que contêm letras maiúsculas e minúsculas, números, e caracteres especiais. Elas demoram muito mais para serem quebradas por programas e algoritmos, ou seja, possuem um nível de segurança muito mais elevado do que senhas simples como 123456 ou qwerty, por exemplo;
  • Não repetir suas senhas: é preciso ter uma para cada login, pelo menos para os serviços mais críticos, já que ter senhas variadas impede a exposição de todas as suas contas se uma delas vazar. E acredite, a quantidade de vazamentos de dados que ocorre é alarmante, sugerimos que você veja isso com seus próprios olhos no site https://haveibeenpwned.com/;
  • Ter um gerenciador de senhas: os dois pontos citados anteriormente podem ser resolvidos com um gerenciador de senhas. Seu objetivo é de administrar senhas fortes e variadas sem precisar decorá-las, de modo que você possa gerar novas senhas fortes aleatoriamente sem precisa guardar em uma planilha ou papel;

Da mesma forma que se você coçar os olhos depois de pegar em dinheiro você estará se expondo, uma brecha de segurança também é criada quando você esquece um documento importante na impressora.

Não há vacina que previna uma conjuntivite; não há firewall que impeça um ser humano de ser vítima de um ataque de engenharia social, ou de descuido e distração, ou mesmo de ter uma iniciativa maliciosa. A forma como agimos e nos comportamos é a única maneira de nos resguardarmos contra ambos.

Programas e Campanhas de conscientização para Segurança da Informação

Agora que você já sabe a diferença entre uma campanha e um programa, se você tem a intenção de que as pessoas mudem seus hábitos passando por processos de conscientização e aprendizado, um programa é uma opção muito melhor que uma campanha.

Uma campanha, como uma ação pontual de disparos de phishing, por exemplo, representa apenas uma fotografia de um momento, e somente um aspecto de um problema que é muito mais profundo e complexo.

Por isso o PSAP – PROOF Security Awareness Program é um programa que abrange diversos aspectos de construção de melhores hábitos de segurança. Para que o fator humano seja mais efetivamente educado e que não represente uma vulnerabilidade mo ambiente, o esforço necessário é maior, mais complexo, e precisa ser contínuo, porque ameaças se renovam, equipes se modificam, e assim o programa precisa ser reciclado para novos contextos.

Assim como uma vacina não te imuniza contra todas as doenças possíveis, e você precisa de várias vacinas em períodos específicos para se manter em dia com sua proteção, a segurança também é feita com base na defesa de vários fronts, e por isso o PSAP é um programa.

Um dos primeiros passos para se implantar um sistema de gestão de segurança da informação é a criação de uma Política de Segurança da Informação na empresa.

Para que isso surta o efeito desejado, é fundamental que os colaboradores não apenas respeitem as políticas, como sejam proativos em questão de segurança.

Isso funciona da mesma forma na questão da saúde. Além das medidas básicas de higiene que citamos como preventivas à vulnerabilidades imunológicas, vale lembrar de um hábito ainda mais fundamental: alimentar-se bem.

Sua alimentação, assim como várias práticas de boa conduta associadas à segurança da informação, depende exclusivamente de você e das escolhas que você toma, e tem consequências diretas na sua vida.

Escolher ser vulnerável é extremamente perigoso para o indivíduo em ambos os assuntos, e no caso da segurança da informação, o perigo para o indivíduo pode significar um perigo para a empresa também.

Contudo, para além desse perigo direto e individual, a falta de um comportamento consciente e preventivo em relação à segurança da informação pode ser prejudicial a todo um grupo, time, ou equipe, e assim enfraquecer e vulnerabilizar a empresa inteira.

Uma credencial fornecida às mãos erradas pode significar um vazamento de dados sigilosos para muito além daqueles dados obtidos. É o mesmo que acontece quando uma pessoa decide não se vacinar.

É que para que uma população se veja de fato protegida contra uma doença, como poliomielite, por exemplo, estão todos sujeitos ao que chamamos de efeito rebanho, ou imunidade de grupo.

Isso se refere à lógica de que quanto menos pessoas são contagiadas por uma doença, menos pessoas vão transmiti-las, num ciclo virtuoso que se retroalimenta até que a doença seja considerada erradicada.

Assim, ao se vacinar, além da vantagem direta da proteção própria, o indivíduo beneficia indiretamente toda uma comunidade, inclusive as pessoas que por alguma razão não possam ser vacinadas e ficam protegidas pelo efeito rebanho.

Da mesma forma, numa empresa em que todos são conscientes e proativos em relação à segurança da informação, todos estão mais protegidos, e a empresa e seus clientes também.

Além disso, a influência do ambiente é de grande relevância para estimular que as boas práticas e comportamentos se mantenham, criando um clima saudável de colaboração nesse sentido. É como o efeito rebanho para a segurança.

Também por esta razão, muito se recomenda que os maiores executivos da empresa ativamente assumam boas práticas de segurança como uma agenda pessoal e da empresa.

Assim, é muito mais natural, orgânico, e efetivo que os colaboradores entendam e abracem a segurança da informação com a importância que ela de fato tem.

PROOF SECURITY AWARENESS PROGRAM

Por esta razão, um programa de conscientização como o PSAP é um recurso valioso para garantir que toda a empresa receba treinamento, educação e conscientização apropriados em consonância com as políticas e procedimentos organizacionais da empresa.

Normalmente, os programas de conscientização de segurança, quando ao menos existem, têm orçamentos mínimos dentro das organizações, e os gerentes de segurança precisam saber como aproveitar ao máximo os recursos limitados que eles possuem.

É um cenário que demanda trabalho árduo, e ensinar segurança é ainda mais complexo por exigir habilidades e conhecimento de técnicas de comunicação que geralmente equipes de TI e segurança não dominam.

Por esta razão é que a maioria dos programas de conscientização de segurança falham: por serem orquestrados e executados por profissionais que não são especializados em comunicar conceitos complexos entendendo como as pessoas funcionam.

Considerando estas dificuldades que se apresentam neste cenário, muitas vezes as empresas optam por campanhas de conscientização, que são mais rápidas, simples, e muitas vezes baratas.

Contudo, como já demonstramos, a principal diferença entre uma campanha e um programa é que o nível de efetividade de ambos a longo prazo não se compara, por conta da necessidade da reestruturação de hábitos das pessoas envolvidas.

Quando se fala de conscientização, e não só demonstração, a consistência, constância, e customização das informações comunicadas precisam ser mais intensas.

Assim, se sua intenção para seu negócio é que ele esteja imunizado em matéria de segurança da informação, um programa como o PSAP pode ser uma melhor solução para você. As vantagens de um programa são exponencialmente maiores quando seus objetivos envolvem a obtenção de resultados duradouros e a longo prazo.

As campanhas são excelentes para problemas pontuais, como poliomielite ou ameaças de phishing; mas são os programas, como o Programa Nacional de Imunização e o PSAP que protegem toda uma comunidade e mudam os hábitos e comportamentos para práticas mais seguras.

Agora que você já sabe a diferença entre uma campanha e um programa, para saber mais sobre como a segurança da informação pode ser muito mais sólida e consistente na sua empresa, visite: http://www.proof.com.br/psap-proof-security-awareness-program/
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Você sabe o que é Cyber Kill Chain?

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Você sabe o que é Cyber Kill Chain?

Para entender o o que é Cyber Kill Chain, seu conceito e como aplicá-lo ao dia-a-dia da operação, é necessário entender como está o cenário de ameaças cibernéticas. Entendendo o cenário e fazendo a análise da ameaça, é possível remediar danos e em alguns casos, quando a ameaça é identificada em um firewall, por exemplo, impedir sua atuação.

Em 2016 de acordo com o FBI, a indústria do ransomware realizou mais de quatro mil ataques por dia, faturando – ou custando às empresas – mais de um bilhão de dólares. Até setembro de 2016, 18 milhões de novos malwares foram capturados.

Nesse artigo, vamos falar sobre o conceito de kill chain, e para explicarmos esse tema, o conceito de ransomware será muito abordado. Sendo assim, se você não está tão familiarizado com o conceito de ransomware e quer entender um pouco mais sobre essa ameaça, consulte nosso artigo clicando aqui.

Você deve estar se perguntando: como é possível que as ameaças continuem sendo tão bem-sucedidas em seus propósitos apesar de tantos investimentos em tecnologias de ponta e tanta preocupação dos líderes de TI em proteger seu ambiente?

Uma das principais razões para isso são as APT – ameaças persistentes avançadas. Essas ameaças exigem mais planejamento e investimento dos hackers para burlar as diversas camadas de segurança do alvo e por isso são tão avançadas e difíceis de serem percebidas e tratadas.

O outro motivo é que as defesas cibernéticas continuam focando seus esforços em prevenção e perímetro. E quando a defesa do ambiente está focada em perímetro, concentrando-se nos ativos mais vulneráveis, o atacante só precisa ser bem-sucedido uma única vez, pois uma vez que ele passou pela borda e conseguiu acesso à rede alvo, ele estará livre para realizar suas ações maliciosas movimentando-se lateralmente.

Estar prevenido contra ameaças é importante, mas com a mudança no cenário de ameaças e a evolução delas, a prevenção não pode mais ser tratada como única forma de defesa. A defesa precisa estar em todas as camadas da rede e do computador, não somente no perímetro.

E é exatamente por isso, que a abordagem de Cyber Kill Chain é um aliado nessa necessidade. Já que é um modelo de inteligência com foco em defesa para identificação e prevenção de ciberataques.

Entendendo melhor: cenário fictício

Em uma rede de computadores focada em prevenção e perímetro, uma ameaça ou APT conseguiu passar da prevenção e chegar até o computador do presidente da empresa, que tem informações valiosíssimas e confidenciais.

Esse caso foi percebido pelo analista de firewall, que estava olhando os logs brutos da ferramenta e percebeu uma comunicação suspeita originária do IP do computador do presidente.

Neste cenário, significa que o ataque foi realizado com sucesso?

Resposta: não necessariamente. Para saber se o ataque foi bem-sucedido, são necessárias mais informações e a compreensão do objetivo daquela ameaça. Afinal, se você não sabe a intenção da ameaça, ou seja, o que ela queria realizar com o ataque, nunca vai saber se ela concluiu os objetivos.

E, para entender o objetivo da ameaça, é preciso entender o que é Cyber Kill Chain.

O que é Cyber Kill Chain?

Em 2011, os analistas da empresa Lockheed Martin, fabricante de produtos aeroespaciais, criaram o Cyber Kill Chain ™ para ajudar o processo de tomada de decisão para melhor detecção e resposta a intrusões.

O nome Kill Chain se dá porque uma vez que um elo da corrente é quebrado, é possível que todo o ataque tenha sido interrompido.

Os estágios de um ataque:

1.      Reconnaissance (Reconhecimento):

Durante o estágio de reconhecimento, o ator da ameaça realiza pesquisas sobre o alvo. Esta pesquisa pode ser feita de várias maneiras, como visualização do alvo em sites públicos, seguindo funcionários da empresa, coletando informações técnicas como IP públicos e servidores web, por exemplo.

O LinkedIn e outros sites de redes sociais facilitam a reunião de informações sobre o alvo e colaboradores. Na maior parte das vezes, o foco fica naqueles que tem cargos que possuem maiores privilégios dentro do sistema da organização, como os analistas de TI de cargos mais altos.

2.      Weaponization (Armação)

Quando o alvo é identificado e estudado, os atacantes começam a desenvolver seus ataques e as ferramentas que serão utilizadas. Podem tanto ser ferramentas criadas e desenvolvidas por eles mesmo quanto ferramentas compradas na deep web.

Essas ferramentas podem explorar vulnerabilidades de sistemas que sejam publicamente conhecidas ou não.

3.      Deliver & Exploit & Install (Entrega & Exploração & Instalação)

A etapa de entrega é quando o atacante vai enviar o seu programa malicioso para o alvo. A forma mais utilizada costuma ser o spear-phishing, que é um vetor de ataque direcionado, ou seja, com alvos bem determinados.

A etapa de Exploit é quando o atacante explora alguma vulnerabilidade, seja ela já conhecida ou não. As vulnerabilidades que não são publicamente conhecidas são conhecidas como zero-day.

A etapa de Install é a instalação de um RAT (remote access trojan) ou backdoor no sistema alvo que permite ao atacante ter controle sobre o sistema infectado.

4.      Command & Control (Comando e Controle)

Para que uma ameaça seja considerada uma AT, ou seja, persistente e avançada, vai precisar existir uma comunicação entre a ameaça e o atacante que a enviou. Chamamos essa comunicação de Command & Control.

Logo, quando a ameaça não tem essa comunicação, ela não é considerada persistente, e portanto não é mais uma APT, mas ainda assim pode ser uma ameaça avançada, como por exemplo o famoso caso do Stuxnet, que foi considerado um APT, mas na verdade é apenas um AT (advanced threat). Entenda o caso a partir do artigo do SANS.

5.      Actions on Objectives (Ações no Objetivo)

Somente depois de passar por todas as etapas anteriores, o atacante poderá realizar seu objetivo, que pode ser roubo de informações confidenciais, criptografia de dados (com um ransomware, por exemplo), destruição do sistema ou somente entrar no sistema daquela vítima como mais uma etapa para se mover lateralmente pela rede para infectar outro sistema e concluir um objetivo maior.

A Matriz de Curso de Ação:

A matriz de curso de ação é uma matriz que mostra, de acordo com o estágio da Cyber Kill Chain, quais ferramentas podem ser usadas para superar as fases, em cima de objetivos.

Os objetivos são: detectar, negar, interromper, degradar, enganar e destruir, conforme mostrado na imagem abaixo:

Essa matriz é importante pois é uma inteligência em que os analistas podem se basear para alinhar com as capacidades defensivas já existentes na empresa. E isso também ajuda a planejar roteiros para investir em lacunas que a matriz acima possa deixar, como a falta de um filtro de e-mail, por exemplo.

É importante mencionar que essa matriz foi retirada de um documento da Lockheed Martin, feito em 2005, ou seja, há mais de 10 anos. Muitas das ferramentas mencionadas são utilizadas até hoje, porém a maioria já está trabalhando de forma diferente, agregando inteligência ao trabalho. Como o Antivírus (AV), mencionado na linha Installation, coluna Disrupt, que foi substituído pelo Next Generation Antivírus.

Inclusive, se você quiser mais informações a respeito de antivírus, a PROOF produziu uma série de conteúdos sobre a temática, basta clicar em alguns dos links abaixo:

Vamos explorar esse assunto (lacunas da matriz de curso de ação) um pouco mais a frente.  Agora, para entender melhor a Cyber Kill Chain e como quebrá-la, vamos estudar um caso real.

O Cenário Real

Em março de 2011, aproximadamente um mês depois de hospedar a maior conferência de segurança cibernética do mundo – a RSA Conference, a RSA (a divisão de segurança da EMC) anunciou publicamente que foi vítima de um ataque APT bem-sucedido.

De acordo com a própria RSA, que, inclusive, emitiu uma carta aberta para seus clientes,  um hacker enviou e-mails de phishing para alguns funcionários da RSA contendo um exploit zero day dentro de um arquivo Excel que explorava uma vulnerabilidade no Adobe Flash (CVE-02011-0609).

A empresa deu poucos detalhes técnicos sobre o ataque que sofreu, limitando-se a informar que a mensagem havia sido “forjada bem o suficiente para convencer um funcionário a retirá-la da pasta de spam e abrir o arquivo Excel anexado”. Um relatório técnico que foi publicado tempos depois mostra, no entanto, que o anexo do e-mail se chamava 2011 Recruitment Plan e que ele estava no formato Excel.

O ataque usou uma variante do malware chamado Poison Ivy, que na época era um trojan de acesso remoto (RAT) amplamente disponível e, além de ter capacidades de RAT (comunicar-se com um servidor de Comando & Controle para envio de informações e coleta de instruções), o Poison Ivy também conseguia evadir a detecção por ferramentas de Antivírus, na época.

O pesquisador Timo Hirvonen pode ter descoberto a mensagem que iniciou o ataque, de acordo com o título do e-mail, citado pelo executivo da RSA, entretanto a RSA não confirmou a autenticidade do e-mail.

A RSA assumiu que houve um vazamento de dados relacionado ao token SecurID, usado por fabricantes de armas e segurança para o exército norte-americano, como a Lockheed Martin, que fabrica os caças 22.

Pouco depois da violação da RSA, várias empresas de defesa, incluindo Lockheed Martin, revelaram que sofreram ataques cibernéticos em suas redes.

Meses depois, A Lockheed Martin, confirmou que o ataque sofrido pela empresa teve como ponto de partida a invasão sofrida pela companhia de segurança RSA.

Colocando o exemplo no Cyber Kill Chain

Colocando as etapas do ataque no Cyber Kill Chain, temos o seguinte cenário:

Relembrando a Matriz de Curso de Ações, mencionada anteriormente, será que alguma daquelas ferramentas poderia cessar/interromper o ataque?

Este incidente com a RSA mostra que, mesmo as empresas mais conscientes de segurança da informação podem ter fraquezas em sua postura de segurança. Podemos então usar a máxima de que não é mais SE um incidente de segurança vai acontecer, é QUANDO.

Porém, a RSA ainda está nos negócios até hoje e continua sendo uma referência em cibersegurança. Isso se deve a sua rápida identificação e resposta ao incidente mencionado, que foi decisivo para minimizar as consequências para os clientes.

Lição aprendida: “Estamos diante de um incêndio que se aproxima. Você não conseguirá impedir o fogo, mas terá a oportunidade de controlá-lo” Claudio Neiva, VP de Pesquisas do Gartner

Como realmente quebrar a corrente?

Resposta: aplicando a arquitetura de segurança adaptativa.

Arquitetura de Segurança Adaptativa Contínua (CARTA)

CARTA (Continuous Adaptative Risk and Trust Assessment) é uma estratégia que amplia a capacidade dos profissionais de diversas áreas de entenderem o que é risco.”  Claudio Neiva, VP de Pesquisas do Gartner

Se a questão agora é quando um incidente de segurança vai acontecer, a preocupação é como detectar e responder ao incidente. Por isso algumas abordagens já partem da premissa que os sistemas estão comprometidos e exigem monitoramento contínuo, com mecanismos de resposta automática e imediata, visando conter ameaças ativas e neutralizar potenciais vetores de ataque, como a CARTA.

A CARTA é composta por 4 pilares. São eles

Capacidade preventiva

Este é o conjunto de políticas, ferramentas e processos que visam prevenir a ocorrência de ataques bem-sucedidos. Como mencionado no início deste artigo, a prevenção ainda é importante, mas não será o foco único a partir de agora.

Capacidades de detecção

São os controles planejados para identificar ataques que obtiveram sucesso nas medidas preventivas. Atualmente, isso vai além do simples correlacionamento de eventos (dadas por ferramentas SIEM – Security Information and Event Management), que agora precisam incorporar algoritmos de Data Analytics, detecção de padrões de comportamentos, machine learning, capacidades cognitivas, etc .

Capacidades de resposta

A forma como a equipe vai responder àquela ameaça – seja ela automática ou não. Aqui é realizado o ciclo de resposta à incidentes que vai permitir investigar e remediar o incidente encontrado.

Capacidades preditivas

São as capacidades de prever ataques e analisar tendências. Como o panorama de ameaças é dinâmico e evolui de forma rápida, é fundamental uma combinação eficaz das técnicas de detecção avançadas apontadas acima com uma sofisticada rede de Inteligência de Ameaças Cibernéticas – que agregue inteligência específica do setor da economia, fornecidas por fabricantes, identificadas por provedores globais de serviços de monitoramento de segurança.

E quando falamos de Inteligência de Ameaças Cibernéticas, estamos falando de

CTI – Cyber Threat Intelligence

A inteligência de ameaça cibernética, ou CTI, é o que a informação de ameaça cibernética se torna, uma vez que foi coletada, avaliada no contexto de sua fonte e confiabilidade e analisada através de técnicas estruturadas.

A coleta, classificação e exploração do conhecimento sobre adversários é usada para reduzir a probabilidade de sucesso do adversário com cada tentativa subseqüente de intrusão. E utilizando essa inteligência dentro da Cyber Kill Chain, é possível analisar padrões e identificar quando um atacante que já tentou atacar anteriormente e está tentando de novo.
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Gostou do conteúdo? Que tal dar uma olhada no nosso blog? 😉

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PROOF está se posicionando no mercado como uma empresa referência em segurança e produção de conteúdo relevante. Nosso objetivo é disseminar e compartilhar conhecimento para contribuir ao máximo no amadurecimento do mercado de segurança no Brasil. Isso porque, nós da PROOF, como uma empresa atenta às inovações do mercado de cibersegurança, estamos sempre nos atualizando das principais tendências tecnológicas do mundo, além dos novos vetores de ataque por parte da indústria do cibercrime.

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Como criar uma política de segurança da informação na sua empresa

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Como criar uma política de segurança da informação na sua empresa

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Política de segurança da informação é um assunto diretamente ligado às mudanças que a tecnologia trouxe à dinâmica corporativa.

Os produtos e serviços são cada vez mais semelhantes, o acesso à informação é facilitado pelos instrumentos digitais e a área de TI se tornou preponderante no ganho de vantagem competitiva nas organizações, a forma com que os dados empresariais são manipulados, armazenados e tratados se torna fundamental para decidir quem vai sobreviver diante desse cenário.

O crescimento da digitalização do acervo empresarial/governamental e sua importância nas decisões estratégicas das organizações explicam porque o mundo tem assistido a um crescimento brutal na quantidade de ataques hackers nos últimos anos.

São invasões cada vez mais versáteis e arrojadas, que colocam em risco não somente o capital, mas também a própria imagem das empresas atacadas.

Nesse aspecto, vale a pena lembrar que, só em 2015, a Symantec descobriu mais de 431 milhões de novas instâncias de malware, um aumento de 35% em relação ao ano anterior.

Isso significa que foram criados 1 milhão e 179 mil malwares por dia.

Essas ameaças, aliadas à necessidade de conscientizar os colaboradores a utilizarem com responsabilidade os recursos de TI (bem como a importância de organizar a infraestrutura de tecnologia para que ela se torne mais durável, não comprometa os ativos intelectuais da empresa e seja canalizada à sua competitividade), fundamentam a importância da criação de uma política de segurança da informação dentro das organizações.

O que é política de segurança da informação?

A política de segurança da informação é o documento que orienta e estabelece as diretrizes organizacionais no que diz respeito à proteção de ativos de informação, devendo, portanto, ser aplicado a todas as esferas de uma instituição.

A PSI, como é chamada, deve ser solidificada com base nas recomendações propostas pela norma ABNT NBR ISO/IEC 27001:2005 (reconhecida em todas as partes do mundo como um referencial à gestão da segurança da informação), bem como estar em sintonia com a legislação do país.

Uma boa PSI deve conter regras e diretrizes que orientem os colaboradores, clientes e fornecedores (bem como a própria TI da organização) com relação aos padrões de comportamento ligados à segurança da informação, condições de instalações de equipamentos, restrições de acesso, mecanismos de proteção, monitoramento e controle, entre outros cuidados imprescindíveis aos processos de negócio.

O objetivo é preservar as informações quanto à integridade, confidencialidade e disponibilidade.

O que deve estar presente em uma PSI

Um bom documento que trate de política da segurança da informação deve conter, além dos objetivos, princípios e requisitos do documento, as seguintes normatizações:

Responsabilidades dos colaboradores

Diz respeito à imposição dos limites de uso, bem como às responsabilizações em caso de má utilização dos recursos de TI da empresa.

Nesse trecho, poderão ser inseridos regramentos com relação à impossibilidade de uso de dispositivos externos em equipamentos corporativos, informações sobre websites de acesso proibido, recomendações de preservação do maquinário da empresa, etc.

Responsabilidades da área de TI

Organizar a logística da TI da organização, configurar os equipamentos, instalar softwares e implementar os controles necessários para cumprir os requerimentos de segurança estabelecidos pela política de segurança da informação são fundamentais para que o documento elaborado tenha vida e funcionalidade na dinâmica da organização.

Informações ligadas à logística da implementação da TI na organização

Refrigeração de data centers, gestão de aplicações, organização física dos ativos de rede, recomendações de procedimentos, etc. Tudo o que for relacionado à implementação da infraestrutura de TI na organização pode ser descrito nesse capítulo, o qual servirá como norte nessa seara.

Tecnologias de defesa contra ciberataques

Big Data Analytics contra crackers, firewall, criptografia, controles de acesso, backups, auditorias, monitoramento de rede: esses são apenas alguns mecanismos de defesa utilizados nas empresas de sucesso para controle de dados sigilosos e que devem ser descritos em um documento de segurança da informação.

Política de treinamento aos colaboradores

Não basta implementar uma infinidade de sistemas de monitoramento de rede, recursos de Big Data Analytics para verificação algorítmica de ameaças em potencial, firewalls e serviços de Cloud Security:

A IBM’s X-Force 2016 Cyber Security Intelligence Index reportou “Em 2015,  60% de todos os ataques foram realizados por insiders, seja com intenções maliciosas ou aqueles que serviram como atores inadvertidos”. Em outras  palavras, os ataques foram instigados por pessoas que você provavelmente  confia.

Baixe nosso eBook sobre Insider Threats clicando aqui ou na imagem abaixo.

É necessário, portanto, treinamento constante e conscientização de equipes, que podem ser previstos na política de segurança da informação.

Um plano de treinamentos de longo prazo pode ser definido através da PSI, tendo como objetivo principal auxiliar cada funcionário a extrair de sistemas o melhor para aumentar sua produtividade dentro da empresa (além de despertar sua ciência sobre os riscos de fazer downloads por fontes desconhecidas, clicar em links não confiáveis, visualizar o conteúdo de spams, etc.).

6 passos para uma campanha de conscientização bem-sucedida

Segundo o Gartner, 95% das ameaças digitais começam por phishing.

Pensando nisso, listamos algumas dicas para ajudá-lo a preparar o programa de campanha de conscientização contra phishing da sua empresa, que é uma excelente forma de reduzir riscos de ataques bem sucedidos.

  1. Consiga aprovação

Como todo bom projeto, conseguir a aprovação e apoio de pessoas chave ajuda a obter o sucesso da campanha. Mesmo com uma comunicação prévia, a simulação e treinamento de ataques de phishing podem surpreender as pessoas.

O time executivo deve saber da campanha para não serem pegos desavisados quando algum colaborador perguntar sobre o phishing.

  1. Defina uma agenda

Nossa experiência comprova que realizar pelo menos uma campanha por ciclo mensal contribui significativamente para atingir os resultados e menos incidência de Phishings ao longo do ano.

Nós também recomendamos que cada campanha tenha um agendamento e duração diferenciados para evitar a identificação de padrões, como todo primeiro dia do mês, por exemplo. 

  1. Notifique as Pessoas Chave

Existem várias pessoas chave que você deveria notificar antes de começar sua campanha. Esta lista pode variar conforme a sua empresa, mas listamos alguns exemplos a seguir:

  • Time de Suporte – Os usuários podem contatar o time de suporte sobre os e-mails simulados. Nós recomendados que o time de suporte receba uma breve descrição do objetivo da campanha e tenha um discurso preparado para responder os usuários.
  • Time de Segurança – O time de segurança pode identificar os e-mails como Phishings e acidentalmente bloqueá-los como um ataque real. Coordene as campanhas com o time de segurança para evitar quaisquer confusões.
  • Líderes da Organização – Os gerentes podem ser o primeiro contato após os colaboradores caírem na simulação de Phishing. Um gerente informado pode explicar os benefícios da campanha e reduzir impactos negativos.
  • Administradores de TI – Os administradores podem identificar aumento do recebimento de e-mails e acesso ao site de treinamentos da campanha de conscientização. Recomendamos informa-los sobre os objetivos da campanha.
  1. Anuncie a Campanha

A comunicação prévia sobre a campanha de conscientização ajuda a obter os seguintes resultados:

  • Ao notificar as pessoas, você gerencia a expectativa e garante que a campanha foi aprovada pela organização. Isto ajuda a aliviar a surpresa e atenuar reações negativas.
  • Reduz o sentimento que as pessoas foram enganadas ou que se criou uma armadilha ao simular um Phishing. Ao informar dos riscos associados ao Phishing e como novas medidas devem ser tomadas, as pessoas compreendem que a simulação não é um ataque pessoal.
  • O anúncio insere um novo item nas discussões da organização e aumenta a conscientização sobre o tema. Os colaboradores começam a interagir entre si sobre Phishings.
  1. Customize sua Campanha

O PhishX possui diversos modelos de campanhas e treinamentos para você escolher e customizar. Cada modelo possui um nível de sofisticação que pode ser adequado a um momento ou a algum grupo da organização.

Recomendamos que as primeiras campanhas sejam mais simples e que conforme o aumento da maturidade e conhecimento sobre Phishings, aumenta-se o nível das campanhas para continuar a evolução do treinamento.

  1. Acompanhe os Resultados

Os painéis e indicadores do PhishX permitem o acompanhamento dos resultados das campanhas e treinamentos, com detalhamento e segmentação dos dados em diversos níveis, para analisar e identificar riscos e comportamentos da empresa, dos departamentos e das pessoas.

Como garantir que a política de segurança da informação funcione na prática

  • Planejamento: fundamental para que seja definido o perfil da empresa, suas peculiaridades, vulnerabilidades potenciais e necessidades específicas de proteção, que irão circundar o documento a ser elaborado;
  • Levantamento minucioso dos sistemas de proteção da empresa e seus ativos críticos, listando quais os principais fatores de riscos e possíveis deficiências;
  • Integração de toda a equipe: desenvolva um trabalho de endomarketing para ajudar na conscientização de que segurança da informação é responsabilidade de todos. Da alta cúpula aos estagiários, todos na empresa devem ter ciência de suas responsabilidades para evitar a violação de dados;
  • Revisão e monitoramento constante acerca da implementação efetiva das normas previstas.

A propósito, sua empresa possui uma política de segurança da informação bem desenhada?

Independente do porte da empresa, ter definido um conjunto de normas e orientações para uso dos recursos de TI como base para ganho de vantagem competitiva pode ser o diferencial entre as empresas de sucesso e as estagnadas, já que tecnologia, quando bem utilizada, garante três pontos principais: 
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Quer saber um pouco mais de como a PROOF funciona? Conferindo nosso Institucional, você vai reparar que somos grandes produtores de conteúdo relevante de segurança da informação. Você pode conferir alguns dos nossos materiais ricos aqui embaixo ou clicando neste link 😉

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Phishing Facts

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Phishing Calendar

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7 dicas para evitar fraude no período do IR

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Os principais relatórios de segurança em um só lugar: INSECURE – Information Security Curation Report. 
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