15 sinais de que o Business Analytics não é uma tendência passageira

O mundo corporativo conhece bem Business Intelligence. Mas você sabe o que é BA?

 

De acordo com um estudo feito há 2 anos pelo IDC, o mercado global de Business Analytics deverá movimentar impressionantes US$ 70,8 bilhões em 2016, o que representa um crescimento de 14,3% no uso dessa solução e a perspectiva que não é mais possível ficar alheio às estratégias como essa.

Estamos tratando de números que refletem com solidez o frenesi de empresas de todos os portes em busca de adaptação rápida frente a esse novo cenário, em que os recursos de tecnologia de ponta são usados para compreender com mais velocidade as mudanças do mercado e dar maior poder competitivo a uma organização diante de seus rivais mais “desatualizados”.

Nas próximas linhas, você verá 15 sinais que mostram que o Business Analytics realmente veio para ficar:

1 – Contínuo avanço das plataformas open source, tais como Apache Hadoop e Linux

O Apache Hadoop é uma estrutura de software, criada em 2006, capaz de manipular quantidades imensas de dados. É suportada por Google, IBM, Yahoo!, etc.

 

Plataformas open source, como o Hadoop ou o Linux, vêm sendo constantemente aprimoradas, ficando mais intuitivas e funcionais.

 

Com acesso facilitado a esses recursos e melhor experiência de usuário, o uso das estratégias de mineração de grandes volumes de dados certamente será alavancado ainda mais, o que aumenta a responsabilidade dos gestores com relação ao uso do BI.

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2 – Criação e modernização de dashboards intuitivos

 

As plataformas de Inteligência de Negócios têm sido transformadas permanentemente, no intuito de alcançar um front-end mais simples e intuitivo, em contraposição ao back-end, mais poderoso e assertivo.

 

Esse detalhe atrai cada vez mais gestores que, até então, não davam atenção às soluções de TI por julgarem-nas multo complexas e com resultados de difíceis mensuração.

 

3 – Explosão do “Anything as a Service”

 

O uso da computação não mais como estrutura física, mas como serviço, permitiu às pequenas e médias empresas terem acesso a recursos que antes eram restritos aos gigantes do mercado.

 

É essa “democracia tecnológica” o epicentro da disseminação em massa da Inteligência de Negócios no universo corporativo.

 

Termos como SaaS (Software as a Service), IaaS (Infrastructure as a Service), PaaS (Plataform as a Service) e FaaS (Framework as a Service) são extremamente utilizados hoje em dia, a Era do XaaS (Anything as a Service).

 

4 – Nascimento da Internet das Coisas (IoT)e tendência de uso em áreas cada vez mais diversas

 

A Internet das Coisas (interconexão de objetos usados no dia a dia com a internet, vulgo IoT – Internet of Things) ainda se encontra em estágio embrionário no Brasil, mas sua disseminação elevará exponencialmente a diversidade de matéria-prima a ser trabalhada por soluções em Business Analytics, melhorando a precisão das informações geradas e tornando o BI ainda mais imprescindível. Se quiser saber mais sobre IoT, clique aqui.

 

5 – Popularidade da “Inteligência de Localização”

 

Com a expansão cada vez maior da “mobilidade 24 horas”, a tendência é que as empresas incluam ainda mais os dados de localização para serem trabalhados — junto a outras varáveis — através de soluções em Business Intelligence.

 

6 – Explosão do Social Media Analytics

 

Segundo uma pesquisa feita no início deste ano pela Strategy Analytics, 31% da população mundial tem conta em ao menos 1 rede social (2,2 bilhões de pessoas).

 

Diariamente, as mídias sociais movimentam petabytes de dados, através dos quais podemos perceber sentimentos, expectativas, mudanças de tendências sociais e outros indicativos poderosos a serem usados na guerra competitiva do mercado.

 

Entretanto, a coleta, agregação e interpretação dessa tempestade de bytes só poderiam ser feitos por meio de ferramentas eletrônicas de alta capacidade de processamento, como uma solução em Business Analytics.

 

7 – Estandardização dos produtos oferecidos entre as empresas de mesmo segmento

 

O acesso à informação permite às empresas conhecerem as melhores práticas dos líderes do segmento (benchmarking), o que resulta na tendência de padronização de produtos de empresas diferentes.

 

Essa estandardização obriga as organizações a buscarem velocidade na tomada de decisões, algo que pode ser alcançado com facilidade por meio de uma solução em BI.

 

8 – Cloud Analytics

 

Dan Sommer, analista de mercado em BI da Gartner, apontou em uma conferência – a Gartner Business Intelligence & Analytics 2015 que 40% das organizações planejam investir em Cloud Analytics em 2015.

 

Ainda há, porém, incertezas sobre qual fornecedor é o mais adequado para atender as necessidades de cada um.

 

9 – Data Discovery

 

As ferramentas de Data Discovery oferecem um alto nível de usabilidade analítica. Além de serem fáceis de utilizar, apresentam também maior escalabilidade.

 

De acordo com a Gartner, “ a maioria dos fornecedores de business intelligence deverão tornar o Data Discovery uma prioridade em sua oferta de plataforma de BI”.

 

O enfoque deve ser desviado de um eixo centralizado em relatórios, para um que seja mais analítico.

 

10 – Aplicações de análises

 

Mesmo sendo desconhecido para a maioria dos clientes, muitos fornecedores de business analytics já começaram a oferecer aplicações de análises como “Procurement Processes” e “Workforce Management”.

No entanto, a adoção ainda é lenta. Don Sommer, durante a sua apresentação, indicou que até o ano de 2017, aplicações de análises oferecidas por fornecedores de softwares se tornarão imperceptíveis daquelas oferecidas por fornecedores de serviços tradicionais.

 

11 – Analytics preditivo e normativo

 

O valor de dados de clientes está se tornando mais evidente nos processos analíticos.

A gravidade do analytics nos negócios está alterando o seu direcionamento de um modelo tradicional, de relatórios internos e descritivos para um modelo mais preditivo com análises externas e normativas.

 

12 – Big Data

 

A Gartner prevê que, até 2017, “60% dos projetos em Big Data serão abandonados”.

 

O Big Data é a nova fronteira a ser desbravada e os negócios que conseguirem navegar de maneira bem sucedida nessas águas desconhecidas apresentarão maior potencial de colher frutos positivos e rentáveis no futuro.

 

13 – Conexão

 

Na medida em que os dados disponíveis aumentam, tanto internamente quanto externamente, a tendência é que o valor nas conexões de dados para análises relevantes também aumente.

 

Todas as fontes – mídias sociais, mobile, nuvem, web – devem ser arquitetadas com o intuito de facilitar a visualização em 360 graus de um negócio.

 

14 – Monetização de dados deve decolar

 

Em 2016 um número maior de empresas tentará tirar valor e receita de suas informações por meio da comercialização de seus próprios dados.

 

De acordo com o Forrester, em 2014 apenas 10% das empresas colocaram seus dados no mercado; em 2015, os esforços de comercialização de dados subiram para 30%, um aumento de 200%.

 

A maioria das empresas já está no negócio de dados de alguma maneira.

Segundo o IDC, em 2020 mais empresas serão capazes de analisar todos os dados relevantes para obter insights úteis, criando uma vantagem de cerca de US$ 430 bilhões em produtividade em relação aos concorrentes menos habilitados em analytics.

Ainda segundo o instituto, a quantidade de dados analisada deverá dobrar nesse período.

 

15 – Analyitcs será usado em praticamente tudo

 

Segundo projeções do International Institute for Analytics (IIA), a computação deve se tornar uma espécie de microsserviço capaz de se inserir em tudo, especialmente analytics, por meio de alguma API.

 

Segundo o IDC, em 2020, cerca de 50% de todos os softwares de business analytics vão incluir análises prescritivas construídas com base em funcionalidades da computação cognitiva e serviços cognitivos serão integrados a novos aplicativos.