NGAV devem substituir as soluções tradicionais 

Analistas preveem que, nos próximos cinco anos, o mercado de antivírus de próxima geração (Next Generation Antivírus, na sigla em inglês) deverá crescer a uma margem de 60% ao ano.

E esse crescimento será impulsionado pela demanda do mercado em obter soluções mais robustas, e que possam prevenir os ataques a partir do endpoint, e que utilizam como gatilho o comportamento do usuário final.

Embora o UBA (User Behaviour Analytics) faça o endereçamento essas demandas, ele não previne a infecção, e age apenas na detecção da ameaça quando já está agindo internamente.

Aliás, qual é a principal diferença dos antivírus de próxima geração em relação às soluções atuais de segurança?

Os antivírus tradicionais não conseguem fazer a prevenção, como veremos mais abaixo, e as ferramentas baseadas em UBA agem somente depois que o código malicioso está em ação na rede.

A partir deste ponto, é impossível definir qual é a extensão dos danos causados.

A questão é que os antivírus tradicionais não conseguem prevenir ou detectar qualquer tipo Ameaça Persistente Avançada (ATP, na sigla em inglês), por causa do seu alto grau de complexidade.

Apenas soluções que envolvem várias técnicas de prevenção e detecção estão prontas para mitigar este tipo de ataque.

Por que os tradicionais antivírus não funcionam mais?

Os antivírus tradicionais, ao longo de sua história, sempre funcionaram varrendo os arquivos à procura de algum tipo de assinatura – ou seja, pedaços de códigos encontrados em outros tipos de ataques e já documentados.

As bases de dados das assinaturas, distribuídas pelas empresas de antivírus, acabam se revelando um método efetivo somente para as ameaças tradicionais – para esse novo tipo de ataque, são ineficientes por várias razões.

O número de códigos maliciosos e sua velocidade de criação são enormes – e, com isso, as bases de dados de assinaturas só vão aumentando.

Mais do que isso, o método de assinaturas é totalmente ineficaz contra ataques de dia zero (zero-day) – cujo código nunca foi visto antes.

Para coibir a complexidade dessas ameaças, o mais eficaz é utilizar sistemas que possam detectar malware com base no fato de que o código é malicioso – e irá se comportar como tal.

Sistemas tradicionais não conseguem fazer essa detecção pelo simples motivo de que não conseguem “aprender” com o comportamento da máquina.

Ou seja: é preciso utilizar técnicas de Inteligência Artificial para permitir a identificação de padrões de comportamento de máquina além da assinatura.

Machine Learning

Antivírus de próxima geração têm como base machine learning (aprendizado de máquina) e Inteligência Artificial.

Essas ferramentas têm seus algoritmos treinados para reconhecer se um determinado elemento é seguro ou não, a partir do aprendizado prévio.

Uma vez que os algoritmos estejam “treinados”, estão prontos para trabalhar com desafios reais e determinar o que é seguro e o que não é.

Aparentemente o problema estaria resolvido, mas a questão vai além.

Eventualmente, é possível que um arquivo seguro seja classificado como “inseguro”, ou uma aplicação seja bloqueada.

Nesses casos, como funciona um antivírus de próxima geração baseado em Inteligência Artificial?

Irá testar o arquivo para determinar seu grau de confiabilidade.

Se realmente houver uma ameaça, a AI (Artificial Intelligence) é capaz de utilizar esse conhecimento para mitigar ataques futuros.

Artificial Intelligence

Muitas empresas de Segurança da Informação estão desenvolvendo pesquisas voltadas para Inteligência Artificial – não é possível ignorar a tendência, principalmente com a complexidade cada vez mais alta dos ataques.

E uma delas é a norte-americana Cylance, que baseia seu antivírus de próxima geração em Inteligência Artificial.

A Cylance se especializou em criar proteção para o endpoint a partir do aprendizado de máquina, e não das assinaturas reativas.

A Cylance detecta e bloqueia ameaças conhecidas e desconhecidas.

E isso é possível porque a empresa desenvolveu uma plataforma de pesquisa baseada em machine learning que utiliza algoritmos e Inteligência Artificial para analisar e classificar milhares de características por arquivo, compartimentando-os até um nível atômico para decidir se um objeto é seguro ou não, em tempo real.

Como isso funciona?

Pense em como a máquina consegue distinguir a fotografia de um gato da de um cachorro. Cães e gatos têm orelhas e narizes, e são peludos. Para fazer essa distinção, é preciso analisar um volume enorme de detalhes.

O mesmo acontece ao tentar distinguir um PDF seguro de um código malicioso: não há um indicador único.

A rede de Inteligência Artificial precisa examinar uma enorme quantidade de dados para fazer um julgamento confiável.

A abordagem matemática da Cylance permite a interrupção de qualquer código malicioso, independente se o sistema tem algum conhecimento prévio daquele código, ou se o código está utilizando algum tipo de técnica para coibir sua identificação.

Recentemente, a PROOF fechou uma parceria com a Cylance para incorporar às ferramentas da fabricante ao seu serviço de MSS, que se tornou o primeiro no Brasil a oferecer soluções de antivírus de próxima geração.

As soluções de da Cylance são capazes de prevenir ameaças avançadas, do tipo zero-day e ransomwares, complementando ou substituindo os antivírus tradicionais.

Contra o Ransomware

Os antivírus de próxima geração são especialmente eficazes quando se trata do ransomware – uma das maiores ameaças de 2016, que consumiu recursos e tirou o sono de vários gestores.

Isso porque é muito fácil obter um código malicioso de ransomware – não é preciso que o criminoso tenha sequer conhecimentos específicos.

Para agravar a situação, o ransomware não está mais sendo utilizado para somente sequestro de dados e pedido de resgate.

Em alguns casos, o ransomware é usado como uma distração para acobertar um crime mais grave: primeiro o criminoso rouba credenciais, e depois criptografa as informações para manter o time de TI ocupado enquanto informações mais importantes ou sensíveis são roubadas.

No caso do ransomware, empresas como a Cylance também possuem soluções que endereçam essas ameaças de maneira mais efetiva, atuando na prevenção do problema.

O aprendizado de máquina e a Inteligência Artificial permitem realizar ações de prevenção altamente eficazes contra esse tipo de ameaça – que não é detectável pelo antivírus tradicional e embora possa ser identificada pelas ferramentas UBA, é possível que o aviso seja emitido tarde demais.

Ataques Zero-day

Em um teste realizado em janeiro deste ano, 140 códigos maliciosos de ataques zero-day rodaram em uma máquina de testes que utiliza o CylancePROTECT.

A ferramenta permitiu que apenas três códigos maliciosos fossem executados na máquina – um deles foi bloqueado na execução, e os outros dois seguiram.

O resultado do teste mostrou que a solução da Cylance bloqueou 97.9% das ameaças zero-day.

Mais do que isso, o modelo matemático utilizado pelo CylancePROTECT nesse teste foi o mesmo criado em setembro de 2015, e não teve qualquer atualização.

Ao contrário dos antivírus tradicionais, que precisam ter sua base atualizada, a Inteligência Artificial desenvolvida pela Cylance permite a prevenção de ataques complexos e desconhecidos.

Outro teste realizado pela Cylance consistiu em 14.658 amostras de malware, dividido em várias categorias diferentes, como backdoors, bots, vírus, worms, downloaders, aplicativos para roubo de senhas, entre outros.

Deste total, ao menos 97% foram bloqueados antes de serem executados.

Dados da Kaspersky estimam que o Brasil concentra 92,31% de todos os casos de ransomware na América Latina.

Além disso, informações do ISTR Symantec 2016 revelam que os ataques de ransomware cresceram 35% em relação ao ano de 2015, sendo registrados cerca de 992 ataques por dia.

Preocupante, não?

Entenda sobre vulnerabilidades zero-day em apenas 10 minutos

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Entenda sobre vulnerabilidades zero-day (ou de dia zero) em apenas 10 minutos

As vulnerabilidades zero-day (ou de dia zero) são aquelas em que hackers blackhat encontram e que poderiam ser exploradas antes que os desenvolvedores tenham tempo de reagir a respeito.

Mas é claro que nem todas as vulnerabilidades descobertas são do tipo zero-day.

A maioria das falhas de segurança são descobertas por outros desenvolvedores ou hackers whitehat em programas de Bug Hunting, por exemplo. Você já deve ter ouvido falar do Project Zero, certo?

Se não, vai ouvir agora. O Project Zero é uma iniciativa do Google para descobrir falhas de segurança em softwares de outras empresas antes que elas se tornem públicas. Seu objetivo é tornar a web mais segura.

Isso porque, com tempo suficiente para consertar as vulnerabilidades, os desenvolvedores podem lançar um patch de correção para que os usuários atualizem seus sistemas e fiquem seguros.

SOBRE OS USUÁRIOS

Uma premissa muito atestada no universo de segurança da informação é de que o usuário é o elo mais fraco da corrente.

Isso justifica o porquê de os atacantes estarem aumentando significativamente o alvo em usuários finais, uma vez que a falta de conhecimento e educação necessária em relação às boas práticas de segurança abrem diversas brechas para os hackers adentrarem no ambiente das organizações.

As vulnerabilidades podem aparecer em quase qualquer tipo de software, mas o alvo mais atraente para atacantes são os softwares populares, amplamente utilizado.

Novamente, a maioria dessas vulnerabilidades são descobertas em softwares como o Internet Explorer e o Adobe Flash, que são usados diariamente por um grande número de consumidores e profissionais.

Quatro das cinco vulnerabilidades zero-day mais exploradas em 2015 foram do Adobe Flash, por exemplo.

Exploits estão direcionando cada vez mais o alvo para tecnologias de usuários finais, isso porque eles podem permitir que os invasores instalem softwares mal-intencionados em dispositivos vulneráveis. Uma vez descobertos, os zero-days são rapidamente adicionados aos kits de ferramentas dos cibercriminosos e explorados.

Nesse ponto, milhões serão atacados e centenas de milhares serão infectados se um patch não estiver disponível ou se as pessoas não se moverem rápido o suficiente para aplicar o patch.

WANNACRY

É claro que você ficou sabendo do episódio do WannaCry, um dos maiores ataques cibernéticos da história.

Na sexta-feira, 12 de maio de 2017, uma série de ataques em escala global fazendo uso de versão atualizado do crypto-ransomware WanaCrypt0r. Nessa versão, uma novidade: um ransomware com funções de worm, o primeiro ransomworm da história!

Obs: pra você que quer entender mais sobre como evitar ataques de ransomware, confira nosso artigo clicando aqui.

Uma série de ataques em escala global fazendo uso de uma versão atualizada do crypto-ransomware, WanaCrypt0r 2.0 impactou organizações públicas e privadas ao redor do mundo, passando de 150 países e 350 mil máquinas infectadas.

E pensar que até a NSA – Agência Nacional de Segurança, dos EUA, está envolvido no evento.

Isso porque tudo começou com uma vulnerabilidade no sistema operacional da Microsoft, o Windows. Essa vulnerabilidade foi exposta pelo grupo The Shadow Brokers em abril desse ano. A Microsoft, no entanto, já teria criado o patch de correção no mês anterior, em março.

Ou seja, os endpoints afetados pelo ataque global de ransomware estavam com seus Sistemas Operacionais Windows desatualizados.

Por isso uma das boas práticas de segurança contra ransomware seria ter um gerenciamento centralizado de patchs. Assim, é garantia de que o ambiente está com todas suas aplicações atualizadas e seguras.

A atualização existe justamente pra evitar que episódios como esse não ocorram.

Você pode conferir muitas outras dicas no nosso ebook, clique aqui ou na imagem acima.

Por que o nome zero-day?

O termo zero-day se refere, principalmente, ao fato de que os desenvolvedores são instruídos a resolverem qualquer vulnerabilidade que seja em menos de um dia desde a sua descoberta (ou seja, dia zero). 

Os hackers se aproveitam desse tipo de falha de segurança para explorar ao máximo a vulnerabilidade enquanto ela ainda não é solucionada.Ou seja, eles atacam antes que haja qualquer solução disponível para o problema.

As vulnerabilidades zero-day podem ser exploradas por meio de vírus, worms, trojans e vários tipos de malwares.

Todas essas formas de ataque são facilmente adquiridas por cibercriminosos na deep web.

Clandestinamente, grupos de hackers geralmente divulgam vulnerabilidades zero day enquanto empresas estão sendo atacadas, pois nessa fase, os profissionais têm dificuldades para lançar patches para corrigir o problema.

De acordo com o Symantec 2016 Internet Security Threat Report (ISTR) – confira aqui a curadoria da PROOF -, as vulnerabilidades zero-day aumentaram 125% entre os anos de 2014 e 2015.

Em 2014, de acordo com a Symantec, as empresas levaram, em média, 59 dias para criar e divulgar patches – bem mais que os quatro dias que levavam em 2013.

Além disso, à medida que as vulnerabilidades zero-day estão sendo descobertas, elas podem se tornar um produto de commodities. Por exemplo, o famoso grupo hacker “The Hacking Team” foi exposto em 2015 tendo pelo menos seis zero-days em sua carteira, confirmou a caracterização da caça por zero-days como sendo profissionalizada.

Como se proteger

Como não são detectáveis, combater as vulnerabilidades zero-day é um grande desafio para os profissionais de segurança da informação. Confira algumas dicas que preparamos para te ajudar a proteger seus ativos corporativos!

1. Mantenha sistemas atualizados

Essa prática já é conhecida de longa data dos profissionais de segurança da informação, ainda assim, o ambiente cada vez mais complexo das empresas tem tornado isso mais difícil.

Organizações que contam com sistemas operacionais atualizados já contam com uma grande vantagem contra as vulnerabilidades zero-day. Por outro lado, empresas que usam sistemas operacionais ultrapassados (muitas vezes, por causa de sistemas legados responsáveis por processos críticos), como o Windows XP, estão em séria desvantagem.

Como não recebe mais patches de segurança da Microsoft, proteger-se das vulnerabilidades zero-day com ele é praticamente impossível. No entanto, pra esse tão famoso caso do WanaCryptor, a Microsoft liberou patch de correção até para sistemas descontinuados, como é o caso do Windows XP.

Mas é claro que odas as aplicações usadas pela empresa devem estar atualizadas, não apenas o sistema operacional.

O Microsoft Office, por exemplo, conta com uma grande biblioteca de vulnerabilidades previamente descobertas que possam ter sido exploradas em algum momento, portanto, é essencial manter as atualizações em dia.

2. Use ferramentas de segurança eficientes

Mesmo que você mantenha seus sistemas atualizados, é importante contar com um framework estratégico de soluções de segurança da informação.

Os antivírus são essenciais, especialmente os que contam com escaneamento em tempo real, detecção de phishing e gerenciamento de senhas.

Apesar de essenciais, é importante destacar que os antivírus tradicionais não são capazes de combater vulnerabilidades zero-day sozinhos, pois dependem de uma lista de assinaturas estática para detectar ameaças.

Como o número de códigos maliciosos e sua velocidade de criação são enormes, o método de assinaturas é ineficiente contra vulnerabilidades zero-day. 

Para dar conta dessa lacuna, as empresas precisam de soluções mais modernas de segurança do endpoint, como os next-generation antivírus (NGAV).

NEXT GENERATION ANTI-VÍRUS

Como permanecem sob exploração até que sejam descobertos, as ferramentas tradicionais de segurança do endpoint baseadas em blacklists não são capazes de identificar e bloquear as ameaças que podem se aproveitar dessas falhas de segurança.

Por isso, uma série de fabricantes de segurança estão se destacando no mercado ao oferecer alternativas capazes de cobrir essa lacuna com produtos de próxima geração.

Os next-generation antivírus, ferramentas capazes de identificar comportamentos anômalos em processos de sistemas e bloqueá-los, impedindo, assim, que ameaças como ransomware se proliferem e que vulnerabilidades zero-day sejam usadas por hackers para atingir seus objetivos.

Esse tipo de tecnologia baseada em Inteligência Artificial e Machine Learning se tornam essenciais diante do contexto em que são produzidos mais de 1 milhão de novas instâncias de malware por dia. Imagina, assinatura pra isso tudo…

Vantagens de um NGAV no combate a vulnerabilidades zero-day

Os NGAV trabalham com um número variado de técnicas de prevenção, atuando, por meio do aprendizado de máquina, na definição do comportamento normal dos processos dos sistemas para identificar anormalidades e bloquear ações potencialmente maliciosas.

Assim, a solução garante que nenhuma possibilidade de execução do código malicioso e invasão seja levada adiante.

NGAV como o da Cylance inclue o monitoramento em tempo real e a análise de comportamento de aplicações e processos com base nas atividades normais do sistema, incluindo memória, disco, registro, rede e outros.

Esse método de detecção é efetivo contra o uso de vulnerabilidades zero-day porque a maioria dos ataques usando esse vetor começa usando os processos de sistema para mascarar as atividades e passar despercebida por outros softwares de segurança.

Se quiser entender melhor os benefícios de uma solução de NGAV, leia a íntegra de  7 razões para você mudar de um antivírus para um NGAV, ou baixe nosso ebook sobre a diferença entre um AV tradicional e um NGAV clicando na imagem abaixo.


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Gostou do conteúdo? Que tal dar uma olhada no nosso blog? 😉

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PROOF está se posicionando no mercado como uma empresa referência em segurança e produção de conteúdo relevante. Nosso objetivo é disseminar e compartilhar conhecimento para contribuir ao máximo no amadurecimento do mercado de segurança no Brasil. Isso porque, nós da PROOF, como uma empresa atenta às inovações do mercado de cibersegurança, estamos sempre nos atualizando das principais tendências tecnológicas do mundo, além dos novos vetores de ataque por parte da indústria do cibercrime.

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Tudo que você precisa saber sobre spear phishing

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Tudo que você precisa saber sobre spear phishing

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Ataques persistentes e sofisticados contra organizações governamentais e empresas de todos os tamanhos representam riscos para a segurança nacional e para a economia.

Enquanto isso, as campanhas de Spear Phishing se tornaram mais discretas, visando menos indivíduos dentro de um número menor de organizações.

Segundo o Global Threat Intelligence Report de 2016 da Dimension Data, Spear Phishing teve um salto de 2% em 2014 para 17% em 2015 nas categorias de incidentes de segurança identificados do ano.

No quadro geral, os ciberataques estão em constante crescimento e cada vez mais sofisticados. Consequentemente, o custo gerado quando encontram uma brecha é cada vez maior.

De acordo com o World Economic Forum’s 2016 Global Risks Report, o custo dos cibercrimes em 2016 está estimado em US$445 billhões (de dólares!).

Segundo o relatório ISTR (Internet Security Threat Report) 2016 da Symantec, em 2015 foram criados incríveis 430,5 milhões, um aumento de 36% em relação ao ano anterior . O que significa mais de 1 milhão e 179 mil novos malwares por dia!

O primeiro passo para se proteger dentro desse cenário preocupante é conhecer as ameaças, como elas funcionam, os perfis de risco, casos recentes e dicas de como evita-las!

O QUE É SPEAR PHISHING?

Spear Phishing são mensagens de e-mail, assim como o Phishing, mas dessa vez parecem vir de uma fonte confiável.

Mensagens de Phishing geralmente parecem vir de uma empresa grande e conhecida ou de um website com uma base de contatos extensa, como eBay ou Paypal, por exemplo.

Já no Spear Phishing, o e-mail parece ter sido enviado por um indivíduo ou empresa que você conhece, e mantém contato.

Não são apenas os websites que podem esconder exploits. Uma vulnerabilidade previamente desconhecida pode ser explorada para atacar uma organização usando um documento infectado no anexo de um email.

Esse ataque é conhecido como Spear Phishing, e conta com engenharia social para montar o email, de forma que ele pareça convincente.

Os emails de Spear Phishing são enviados em campanhas, para um grupo pequeno de pessoas, mas não todas ao mesmo tempo, são enviados individualmente ou quando pode atingir mais de uma pessoa da organização.

Com o tempo, exploits diferentes podem ser usados contra as mesmas pessoas, se os ataques anteriores não derem resultado. Porém, recentemente, os atacantes rapidamente mudam suas táticas após apenas algumas tentativas falhas, para se manter fora do radar.

Anteriormente, era mais provável que eles continuassem com usando exploits diferentes, ou atacando pessoas diferentes, mas dentro da mesma organização.

Resumindo, o Spear Phishing é uma tentativa de roubar informações pessoais como login, senhas, dados do cartão de crédito (e indiretamente, dinheiro), se passando por uma entidade conhecida e confiável, em uma comunicação eletrônica, como o email.

POR QUE É DIFERENTE DO PHISHING TRADICIONAL?

Ao contrário dos ataques isolados de Phishing, Spear Phishing é uma campanha, exige uma inteligência por trás de forma que o ataque seja direcionado, e tem um objetivo e alvo específicos.

Esses ataques são muito utilizados para obtenção de informações importantes, como dados bancários e informações corporativas. Se um funcionário for fisgado, o hacker pode ter acesso ao core de informações da organização.

Ataques de Spear Phishing são menos propensos a levantar suspeitas por serem campanhas menores, mais curtas e direcionadas para um número menor de pessoas.

Há um tempo atrás, uma campanha era direcionada para centenas de pessoas ou mais, qualquer um dos quais pode suspeitar e levantar a bandeira vermelha. Com menos pessoas, essa probabilidade é bastante reduzida.

Um ataque tradicional de Phishing pode ocorrer quando alguém manda uma mensagem para milhares de pessoas com o texto “Ai meu deus! Eu não acredito que você está nesse vídeo ” enquanto um ataque de Spear Phishing consiste em analisar cuidadosamente o alvo e seus hábitos.

Por exemplo, se você vai participar de algum evento em São Paulo, mas coloca no Facebook que está no Rio de Janeiro, um atacante pode te mandar a seguinte mensagem: “Oi João. Eu ouvi que você está indo para São Paulo na semana que vem. Enquanto você estiver lá, vale a pena visitar esse restaurante maravilhoso , tenho certeza de que você vai gostar!”

 

COMO O ATAQUE FUNCIONA

Segundo a Symantec, 91% dos ciber ataques começam com um email de Spear Phishing.

A fim de passar despercebidas, as campanhas de Spear Phishing aumentaram em número, mas agora são menores e com menos pessoas direcionadas em cada uma.

Segundo o ISTR, é esperado que em pouco tempo as campanhas de Spear Phishing vão consistir em um único alvo, ou um número seleto de indivíduos em uma mesma organização. 

Além disso, as campanhas maiores de Spear Phishing provavelmente serão conduzidas usando ataques watering hole, com websites comprometidos explorando vulnerabilidades zero-day altamente cobiçadas.

O QUE SÃO VULNERABILIDADES ZERO-DAY E WATERING HOLES

Um ataque watering hole é um exploit de segurança em que o atacante procura comprometer um grupo específico de usuários finais infectando sites que eles normalmente visitam. O objetivo é infectar o computador de um usuário-alvo e obter acesso à rede no local de trabalho do alvo.

O termo “zero-day” refere-se à natureza desconhecida da vulnerabilidade (menos para os hackers). Este ponto cego de segurança é então explorado por hackers antes que o servidor tenha conhecimento e possa corrigi-lo.

Dados do ISTR apontam um crescimento de 125% das vulnerabilidades ‘Zero-Day‘ em relação à 2013. A média de novas vulnerabilidades por semana passou de 24 em 2014 para 54 em 2015.

SPEAR PHISHING COMO RECURSO DOS ATAQUES APT

Spear phishing é o método mais usado em ataques de ameaça persistente avançada (APT). Os ataques APT usam malware sofisticado e campanhas sustentadas, multi-vetoriais e em várias etapas para alcançar um objetivo específico, ganhando acesso de longo prazo às redes, dados e ativos sensíveis de uma organização.

Ataques APT que entram em uma organização através Spear Phishing representam uma mudança clara na estratégia dos cibercriminosos.

Eles não precisam mais campanhas de spam em massa. O retorno de um ataque APT é bem maior se os criminosos direcionarem e-mails de Spear Phishing com precisão, e feitos sob medida de maneira a parecer completamente legítimos.

84% das organizações disseram que um ataque de Spear Phishing se concretizou em 2015. O impacto médio de um ataque bem-sucedido de Spear Phishing é de 1,6 milhões de dólares. As vítimas viram os preços de suas ações caírem 15%. (Fireeye White Paper – SPEAR-PHISHING ATTACKS WHY THEY ARE SUCCESSFUL AND HOW TO STOP THEM)

SERÁ QUE VOCÊ SE ENCAIXA NO PERFIL DE RISCO?

Esses tipos de ataques são normalmente direcionados a indivíduos específicos dentro das organizações. O objetivo é adquirir informações como nomes de usuários, senhas e detalhes do cartão de crédito (e indiretamente, dinheiro).

Em 2015, muitos ataques foram relacionados com fraude financeira e direcionado para executivos e o departamento financeiro. Os atacantes muitas vezes adquiriram um conhecimento detalhado da estrutura organizacional e realizaram engenharia social bem elaborada e ataques de Spear Phishing.

SETORES (INDÚSTRIAS) MAIS ATACADAS

O relatório ISTR (Internet Security Threat Report) 2016 da Symantec divulgou dados de uma pesquisa que mostram quais foram os setores mais alvejados por ataques de Spear Phishing.

Em 2015, o setor financeiro foi o alvo da maioria dos ataques, com 34,9% de todos os e-mails de Spear Phishing direcionados para empresas desse setor, 15% maior do que o ano anterior.

A probabilidade de uma empresa desse setor ser alvo de um ataque pelo menos uma vez no ano era 8,7% (aproximadamente 1 em cada 11 empresas).

A área de serviços ficou como alvo de 22% dos ataques de Spear Phishing, nessa mesma linha, o setor de manufatura ficou em terceiro lugar com 14% e o setor de transporte logo em seguida com 13%.

FUNCIONÁRIOS MAIS ATACADOS

Dados do ISTR apontam que o número de campanhas de Spear Phishing direcionados à funcionários cresceu 55% em 2015.

Outro relatório da Symantec mostra que indivíduos dos setores de Vendas e Marketing foram os maiores alvos em 2014, 1 em 2,9 deles seriam alvo pelo menos uma vez. Isso equivale a 35%.

Nessa mesma linha, os funcionários do setor financeiro ficaram em segundo lugar com 30%, e 1 a cada 3,3 sofreram ataques direcionados pelo menos uma vez no ano. A área de Operações ficou em terceiro lugar com 27% (1 a cada 3,8 funcionários).

Os gerentes foram o nível alvejado com maior frequência em 2014, com 1 em 3,8 deles sendo alvos pelo menos uma vez no ano – o que equivale a 26% dos indivíduos no nível gerencial.

O segundo nível mais direcionado foram os estagiários, com 25% e 1 em cada 3,9 dos estagiários seriam alvo desses ataques.

As pesquisas apontam que os usuários são o elo frágil dos esquemas de segurança, então os ataques são direcionados a eles.

Ataques de Spear-Phishing pelo tamanho da organização

Em 2015, uma organização do governo ou do setor financeiro que foi alvo de um ataque uma vez, era mais provável que ela fosse atacada novamente pelo menos mais três vezes durante o ano.

No geral, as grandes empresas que sofreram um ataque cibernético viram uma média de 3,6 ataques bem-sucedidos cada.

Nos últimos cinco anos, foi observado um aumento constante nos ataques dirigidos a empresas com menos de 250 funcionários, com 43% de todos os ataques dirigidos a pequenas empresas em 2015, provando que empresas de todos os tamanhos estão em risco.

Não é apenas empresas da Fortune 500 e nações-estado que estão em risco de ter seu IP roubado, até mesmo um serviço de lavanderia local pode ser um alvo. Em um exemplo, uma organização de 35 funcionários foi vítima de um ataque cibernético por parte de um concorrente.

O concorrente se escondeu em sua rede por dois anos roubando informações de clientes e preços, dando-lhes uma vantagem significativa.

Isso mostra que nenhum negócio é sem risco. Atacantes motivados puramente por lucro podem ser tão tecnicamente sofisticados e bem organizados como qualquer nação patrocinada pelos estados atacantes.

Os ataques contra as pequenas empresas continuaram a crescer em 2015, embora muitos desses ataques tenham sido dirigidos a um número menor de organizações, aumentando em 9 pontos percentuais.

Em 2015, 35% dos ataques de Spear Phishing foram direcionadas para empresas de grande porte (+2.500). 43% foram direcionados a empresas de pequeno porte (até 250 funcionários). E 22% para empresas de médio porte (de 251 a 2.500). 

CASES RECENTES

Spear Phishing virou notícia em 2011, quando um ataque na RSA, a divisão de segurança da EMC, foi descoberto. O ataque foi direcionado a apenas quatro indivíduos dentro da empresa.

Como a FireEye explica em um White Paper, um deles fez o download de uma planilha de Excel que foi cuidadosamente trabalhada pelos hackers com um cavalo de tróia que permitiu o acesso à rede corporativa através de uma vulnerabilidade zero-day no Adobe Flash.

O ataque de spear phishing foi o meio para iniciar a invasão e, em seguida, seguiu um movimento APT que permitiu os hackers roubarem as credenciais dos administradores e terem acesso a informações sobre clientes da Secure-ID incluindo Lockheed Martin e Northrop Grumman.

O potencial destrutivo dos ataques de spear phishing para as empresas é claramente evidenciado no caso da Ubiquiti Networks Inc., uma empresa americana. Em julho de 2015, a empresa perdeu U$46,7 milhões de dólares por causa de um email de Spear Phishing. Uma reportagem da U.S. Securities and Exchange Commission mostra que o atacante se passou por um funcionário da empresa e fez solicitações fraudulentas de uma empresa externa para o departamento financeiro. A fraude resultou em uma transferência de fundos que somaram U$46,7 milhões. As transferências foram realizadas diretamente por funcionários da Ubiquiti que foram enganados ao pensar que estavam recebendo pedidos legítimos de executivos graças a endereços de e-mail falsos e domínios parecidos.

Os ataques resultam em roubo de identidade, fraude financeira, roubo de propriedade intelectual ou espionagem. Os ataques mais recentes foram vinculados à espionagem afiliada a um Estado por uma causa política. De acordo com o último relatório Data Breach Investigations Report (DBIR) 2016 da Verizon, phishing foi o principal ataque utilizado nos incidentes de espionagem cibernética.

COMO SE PROTEGER

Segundo o White Paper da FireEye, “Spear-Phishing Attacks”, o impacto médio de um ataque bem-sucedido de spear phishing é de 1.6 milhões de dólares.

Os atacantes só têm que ter sucesso uma vez, enquanto as empresas devem bloquear cada tentativa de ataque para permanecerem seguras.

As empresas devem começar a pensar sobre o que fazer quando (e não “se”) tal violação ocorrer. A primeira dica, portanto, é: espere ser atacado. Não se, mas quando.

A segunda dica pode parecer óbvia, mas é extremamente importante. Troque suas senhas frequentemente. E não use a mesma senha para mais de um aplicativo, sistema ou website.

Terceiro, eduque seus colaboradores sobre o que é um email de Spear Phishing e como ele aparenta.

Uma plataforma de TI só é segura até onde os usuários fazem dela. Em outras palavras, você é tão seguro quanto o seu elo mais fraco. Por isso, os funcionários precisam ser treinados devidamente quando o assunto é segurança da rede. Conscientização de segurança deve ser a sua primeira linha de defesa contra todos os tipos de phishing, e até mais, contra ataques de spear phishing.

Cibercriminosos estão aumentando seus recursos para explorar qualquer informação pessoal descoberta através de engenharia social. Qualquer um pode virar um alvo de um ataque de Spear Phishing, então combater esse problema requer treinamentos de conscientização contínuos para todos os usuários para que eles sejam cuidadosos com o que eles compartilham e evitar revelar informações pessoais online para não se tornarem vítimas de roubo de identidade.

Por fim, a maioria das soluções tradicionais não está preparada para lidar com as ameaças avançadas, como ransomware, spear phishing, zero-day e APTs. Antes que um antivírus tradicional possa detectar e parar um ataque, o ransomware já criptografou todos os arquivos e bloqueou o acesso ao sistema. Nesse sentido, os softwares de próxima geração, ou next-generation antivírus, são as melhores ferramentas para proteger o negócio.

NGAV tem uma visão centrada no sistema de segurança de endpoint, examinando todos os processos em cada extremidade para detectar e bloquear as ferramentas, táticas, técnicas e procedimentos maliciosos usados pelos atacantes, através de algoritmos.

CONCLUSÃO

Podemos perceber que o Spear Phishing é uma ameaça recente, mas agressiva. E os riscos associados são substanciais.

O relatório DBIR 2016 da Verizon também compartilha conclusões interessantes sobre o número de usuários que abriram os e-mails de phishing em todas as campanhas, que por incrível que pareça é de 30% e, mais preocupante ainda, cerca de 12% abriram os anexos.

Isso mostra o despreparo que ainda existe, enfatizando a importância do treinamento e capacitação dos colaboradores no que diz respeito a identificação dos email de phishing (e, principalmente, Spear Phishing).

Afinal, a maioria dos ataques começam com um email mal intencionado. Especificamente, e-mails que utilizam engenharia social, como o Spear Phishing, é o favorito dos atacantes, por que é eficaz.

Por isso, é importante a conscientização sobre esse tema e continuar atento às mudanças do mercado de cibersegurança.
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ISTR Symantec Facts

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Tudo que você precisa saber do ISTR Symantec 2016

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Desafiados pela missão de democratizar o conceito de Segurança da Informação e explicar para mais pessoas a importância do trabalho de educação e conscientização em relação às boas práticas de segurança, foi criada a série de posts ISTR Symantec Facts.

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